Flores também precisam de cuidados durante o inverno

Especialista dá dicas para o cultivo de espécies como cravos e camélias

por Junior Coneglian qua, 22/07/2020 - 18:13
Pixabay Cíclames são cultivadas em vasos e ambientes internos Pixabay

Nos dias mais frios também é possível manter a casa decorada e perfumada com flores. É no inverno que algumas plantas específicas desabrocham e necessitam de um cuidado maior para se manterem belas. "É necessário praticar podas de limpeza antes das florações e durante o crescimento vegetativo, eliminando as flores murchas e folhas velhas. Para indução e renovação das floradas, é recomendado o uso de fertilizantes líquidos, solúveis ou granulados, procurando sempre o mais indicado para a espécie cultivada", explica o engenheiro agrônomo Thiago Santos.

Os arranjos florais simples também precisam de cuidados. "Pode‐se substituir a água por uma solução glicosada a 3%, feita com a diluição de 30g de açúcar em um litro de água, além de realizar a troca da água todos os dias", orienta.

O especialista também deu dicas para manter mais saudáveis as flores da estação. Confira:

Cíclames

 

O cultivo é geralmente em vasos, em ambientes internos, com temperaturas amenas e à meia sombra. É uma planta em que brotam folhas e flores. No inverno, dependendo da região de cultivo, o florescimento pode ser mais fácil por conta das condições de luminosidade e temperatura. Em geral é mais trabalhoso obter novas flores, pois é uma espécie originária de clima temperado, necessitando de condições de horas de luz e determinadas temperaturas.

A floração dura em média de 25 a 30 dias. As regas devem ser regulares, com frequência de uma a duas vezes por semana, observando a umidade do vaso. Adubações são recomendadas para o desenvolvimento dos botões das flores, uma vez que as plantas são comercializadas já floridas.

Camélias

 

Cultivadas em diversos locais, as camélias podem habitar vasos ou canteiros, mas não toleram calor e umidade. Estes, em excesso, geram abortamento da floração. Originária da Ásia, é adaptada a baixas temperaturas e poucas regas, porém frequentes, duas vezes por semana, sempre observando a umidade do solo, evitando o ressecamento e o encharcamento.

É uma espécie arbustiva, podendo assumir uma conformação arbórea, com até cinco metros de altura. Responde bem ao solo fértil e às adubações, principalmente às que contenham fósforo, potássio e zinco. Deve ser colocada à sombra durante fase jovem e à meia sombra já adulta. As podas são interessantes no outono para indução da floração no inverno.

Azaléias 

A azaleia também é originária da região asiática, com clima temperado, frio e seco. É uma planta arbustiva, podendo alcançar até dois metros de altura e fica ótima como cerca viva. Seu cultivo em vasos e canteiros é o mais usual, desde que se tenha uma condição de drenagem livre, alta fertilidade do substrato e ausência de ventos, pois devido ao peso das flores o risco de quebra é elevado, além de intensificar a desidratação da planta.

A adubação é semelhante a das camélias, dando preferência sempre pelo fertilizante mais acessível. Pode‐se usar esterco curado, farelos ou formulação comercial. As podas de limpeza são essenciais para a manutenção da florada, retirando‐se as folhas mais velhas e as flores que já murcharam. Os vasos devem contar uma parte de pedra, uma parte de areia lavada e uma parte de mistura de terra vegetal. As regiões sul e sudeste são as mais favoráveis para o cultivo.

Cravo

É uma planta de origem europeia, adaptada ao clima temperado e se desenvolve bem no inverno, mas necessita de manejo o ano todo. Na América do Sul, se desenvolve bem em altitude, onde as temperaturas são mais amenas e a umidade baixa. Não tolera encharcamento, principalmente no inverno.

É uma planta herbácea, que pode ser cultivada em vasos e canteiros, e chega a cerca de um metro de altura. O substrato é semelhante ao das camélias e azaleias. Suas flores começam a aparecer ainda no outono, intensificando‐se no inverno, indo até o início da primavera. Para isso, exige um controle total sobre luminosidade, ventos e temperatura. É preciso, no máximo, quatro a cinco horas de luz diária, utilizando barreiras para ventos fortes e baixas temperaturas em condições ideais para a espécie. Responde muito bem às podas para indução de floração, que devem ser realizadas sempre durante o crescimento vegetativo.

 

COMENTÁRIOS dos leitores