J.K. Rowling compara transição de gênero a 'cura gay'

Autora de Harry Potter criou polêmica no Twitter após comentário transfóbico

por Junior Coneglian ter, 07/07/2020 - 17:30
Reprodução/Facebook Autora de Harry Potter criou polêmica no Twitter após comentário transfóbico Reprodução/Facebook

A escritora britânica J.K. Rowling, autora da saga de Harry Potter, criou polêmica na internet ao fazer um comentário considerado transfóbico no Twitter. Rowling comparou o tratamento hormonal para pessoas transgênero aos tratamentos de conversão sexual conhecidos como “cura gay”. “Estamos assistindo a um novo tipo de terapia de conversão para jovens gays”, publicou a escritora em seu perfil do Twitter, fazendo alusão às prescrições hormonais para jovens que questionam sua identidade de gênero. A escritora classificou o tratamento hormonal como os “novos antidepressivos”. 

Para justificar sua opinião, Rowling citou artigos e estudos que afirmam a existência de efeitos colaterais após o tratamento, como problemas de ‘’fertilidade e/ou função sexual completa’’.  Ao finalizar sua postagem, ela afirmou que “se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo”.

Ativistas da causa LGBT logo se manifestaram contra a declaração da autora, entre eles Christine Burns, advogada norte-americana que faz campanha por direitos trans desde os anos 90. “A sugestão de que alguém submeta uma criança a um tratamento de mudança de gênero para evitar que ‘cresça gay ou lésbica’ é uma calúnia para todos os pais que cuidam destas crianças”, afirmou Burns.

Essa não foi a primeira vez que J.K. Rowling atacou a comunidade trans. No mês passado, a autora se mostrou incomodada com um artigo do site de desenvolvimento global da Devex, onde eles diziam estar “criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”. A criadora de Harry Potter disse, na ocasião, que as pessoas que menstruam são chamadas de mulheres. O comentário não agradou por excluir propositalmente outras pessoas que também menstruam mas que não se identificam como mulheres, como é o caso de homens trans e pessoas não binárias.

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