Cibelli Pinheiro

Cibelli Pinheiro

Trabalho sem Fronteiras

Perfil: Doutoranda em Comunicação Estratégica e Organizacional pela Universidade do Minho em Portugal com Mestrado em Gestão Empresarial pela UFPB. Professora do Centro Universitário Maurício de Nassau. Diretora da Sol Comunicação e Desenvolvimento de Pessoas e Presidente do Conselho Deliberativo da ABRH-PE – Associação Brasileira de Recursos Humanos.

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O Primeiro contato com a Empresa

Cibelli Pinheiroter, 03/09/2013 - 11:20

O primeiro contato que temos com a empresa é fundamental, é como realmente dizem: “a primeira impressão é a que fica”. Isto também se aplica ao currículo profissional. Não adianta ter uma vasta bagagem (cursos, línguas, experiências etc) se não organizarmos bem as ideias no papel, se não obedecermos a uma linguagem clara, simples e precisa, se não atrairmos a atenção da empresa contratante.

Sabemos que o currículo é o registro da sua história profissional. Em Francês – resumé – significa currículo, ou seja, o resumo do seu histórico. Um excelente currículo é uma ferramenta de marketing, uma espécie de anúncio sobre você. É a sua propaganda, sua marca a ser divulgada. Portanto, devemos zelar pela apresentação da nossa marca, investir nela, não fazer economia na procura de trabalho!

Você sabia que são nos primeiros 10 segundos de leitura do currículo que o recrutador faz a seleção dos currículos? Por esta razão precisamos focalizar no que é importante, não entrar em muitos detalhes, deixar isso para a segunda etapa do processo, a entrevista. O currículo deve ser atraente e conter palavras-chaves que chamem atenção. Deve evidenciar suas habilidades, conquistas e experiências.

O currículo é uma ferramenta para gerar entrevistas de emprego e que serve de guia para os entrevistadores. O que um empregador quer saber de você quando olha para seu currículo? São apenas três coisas: Onde você esteve; o que fez pela outra(s) empresa(s); e o que pode fazer pela empresa dele. 

Então, como fazer?

Algumas sugestões iniciais:

1.  Defina o seu objetivo (emprego-alvo/meta/objetivo de carreira). Exemplos: Atendimento ao Cliente, Auxiliar Administrativo, Representante de Vendas, Gerente Comercial. Precisa ser o mais objetivo possível.

2.     Deixe claro quais são as suas habilidades, conhecimentos e experiências de acordo com o objetivo definido.

3.     Para cada habilidade (ex.: bom relacionamento com os clientes) relacione quais foram as suas realizações (ex.: aumentei o número de clientes). Para cada realização utilize uma frase de ação, por exemplo: Desenvolvi uma maior aproximação com os clientes. Aumentei o número de clientes em 50% através de atividades agressivas de vendas e acompanhamento constante.

4.     Faça uma lista resumida das suas experiências, conhecimentos e habilidades, algo que chame a atenção. Coloque esse resumo logo abaixo do objetivo, pode ser colocado o título de: Resumo das Qualificações, Destaque das Qualificações, Perfil Profissional, Resumo Profissional.

5.     Relacione os seus empregos (anteriores, remunerados ou não, estágios etc) – por ordem decrescente (do recente aos anteriores). Não coloque empregos em que permaneceu pouco tempo, a não ser que sejam úteis para mostrar que desenvolveu certas habilidades ou para dar volume ao seu histórico. Não deixe espaços em branco.

6.     Na parte sobre formação, insira os cursos, palestras e eventos que forem importantes para o cargo que você pretende conseguir na empresa. Deixe de lado os cursos que estão fora da área profissional. Reforce viagens realizadas com finalidade de capacitação profissional.

7.     No final, coloque as Informações Adicionais, ou seja, tudo o que você não registrou até o momento, ou seja, suas atividades extras, tais como: ações voluntárias, viagens ao exterior, atividades esportivas, hobbies, dentre outras. 

Nossa Experiência

Compartilho a experiência de uma aluna que reforçou a importância deste último item no currículo – Informações Adicionais. Num processo de seleção, ela colocou em seu currículo como Informações Adicionais que “praticava danças numa academia”. E, na entrevista, esta informação fez toda diferença! A candidata era um pouco gordinha, e a ideia pré-concebida (e equivocada) que se tem de pessoas “acima do peso” é que não possuem mobilidade no trabalho. No momento das perguntas (sendo o currículo um guia para o entrevistador), quando a recrutadora leu no final que a candidata “praticava danças”, perguntou: que tipo de dança? A mesma começou a relatar sobre as danças bem movimentadas que fazia há bastante tempo, demonstrando assim, seu lado dinâmico de ser e de fazer suas atividades. De fato, esta aluna, era bem dinâmica, e se o currículo não tivesse feito este registro, certamente ela sairia da entrevista como muitos saem ainda hoje, com a sensação de que faltou dizer algo!

Mais algumas dicas são dadas por Max Gehringer no Fantástico (Emprego de A a Z):

http://www.youtube.com/watch?v=glofSn7xLDw

 

Nosso Convite 

O convite de hoje é para que assistam (ou assistam novamente com outro olhar) o filme “O Diabo veste Prada” – uma comédia lançada em 2006 dirigida por David Frankel. A recém-formada em Jornalismo, Andy Sachs (Anne Hathaway), consegue uma entrevista na badalada revista de moda Runway Magazine, comandada pela impetuosa e obcecada editora Miranda Priestly (Meryl Streep) e considerada a Dama de Ferro da moda mundial. Mesmo sem nunca ter ouvido falar da revista ou da famosa editora, ela consegue o emprego, em razão de seu "excelente currículo e de seu discurso sobre a ética de trabalho" como afirmado pela própria Miranda Priestly.



Abrindo Portas para o Mercado de Trabalho

Cibelli Pinheiroter, 27/08/2013 - 18:10

O mercado está cada vez mais competitivo, e o profissional, por sua vez, deve procurar ainda mais sua qualificação e maior preparo para ter condições de competir. Porém, não basta apenas ter o conhecimento, é preciso também ter ousadia e iniciativa. A partir de então, as oportunidades começam a aparecer. A questão é: ou nos colocamos diante das oportunidades, contemplando-as, ou tomamos uma postura mais decisiva, abrindo estas portas. E quanto mais abrirmos portas, mais portas aparecem à nossa frente. Essa é a realidade do chamado Processo Seletivo. O processo de seleção é um conjunto de técnicas ou instrumentos usados para avaliar os candidatos, visando identificar suas habilidades, tendências e demais características do perfil dos cargos, procurando sempre escolher “o profissional certo para o lugar certo”. O objetivo é selecionar e classificar os candidatos para ingressar na empresa e verificar o perfil que estes possuem nas áreas as quais se candidatam. Não se constitui uma prova de “vestibular” em que o candidato “passa” ou “não passa”, e sim, se o perfil do candidato está adequado ou não à vaga anunciada.

Os processos para seleção de profissionais estão cada vez mais exigentes. Portanto, para entrarmos numa empresa, passamos antes por estas etapas, uma porta de cada vez precisa ser aberta, dentre elas: a seleção dos currículos, a entrevista, a dinâmica de grupo, os testes psicológicos, entre outros. Por isto, é preciso estar muito bem preparado para participar com segurança, aumentando assim a nossa possibilidade de entrada no mercado de trabalho.

Nossa Experiência

Tivemos algumas experiências neste sentido, em que não contou apenas a qualificação, mas a ousadia de tomar iniciativa considerada fora do “padrão”. Uma delas foi quando participei de cerca de 8 entrevistas (com a empresa de recrutamento, com o RH da empresa, com os gerentes da empresa, com o consultor da empresa, e outros), e mesmo assim, não obtive retorno sobre a conclusão do processo de seleção (nem positivo, nem negativo). Resolvi, então, fazer uma proposta de trabalho, dirigida ao diretor da empresa (deixei a proposta com sua secretária). Propus desenvolver um projeto sem ônus para a empresa durante 3 meses. Sabe qual foi o retorno desta iniciativa? Fui imediatamente chamada para ser contratada pela empresa. O diretor disse ao RH: “Por que ainda não chamaram esta pessoa?” Ou seja, não só qualificação, mas qualificação e ousadia, juntas, podem funcionar muito bem como a chave certa para abrir portas.

Prepare-se! 

Como vemos são diferentes portas a serem abertas para entrar no mercado de trabalho. Geralmente nos deparamos com as seguintes, e nesta ordem: apresentação do currículo; entrevista com RH, testes, redação, dinâmica de grupo e entrevista com a empresa. O importante é nos preparamos para cada uma destas etapas. Mas, algumas sugestões iniciais são fundamentais:

1º) Invista na sua própria língua antes de querer aprender outro idioma. O número de profissionais que não sabem escrever bem em português, mesmo ocupando cargos importantes, ainda é muito alto. Fazer um curso de redação e expressão lhe ajudará nos processos seletivos. Depois, sim, pense em dominar outros idiomas.

2º) Estude continuamente. Não ache que já sabe tudo, busque todas as oportunidades de aprendizagem. Existem cursos e palestras gratuitas, grupos de estudos e outros eventos que possibilitam o seu desenvolvimento.

3º) Invista em Network. Como já dito no artigo anterior, conhecer mais e mais pessoas e cultivar os nossos relacionamentos ajuda na hora de buscar uma (re)colocação.

4º) Coloque seu currículo na Internet. Informe-se sobre os endereços eletrônicos que cadastram currículos. Existem sites de empresas que possuem a área de RH para receber currículos, principalmente empresas de grande porte.

Para divulgar seu currículo utilize: não somente a internet/sites, mas toda sua rede de contatos, além das empresas de recrutamento. Veja a orientação dada pela especialista em RH, Elaine Saad, vice-presidente da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos): http://www.youtube.com/watch?v=CmJDmTGrHVA

Se pretende divulgar o seu currículo, você deve prepará-lo com muito cuidado. O artigo seguinte do “Trabalho sem Fonteiras” abordará como fazer um material curricular que lhe permite abrir a próxima porta – ou seja, sua participação nas entrevistas.

Nosso Convite 

Quero convidá-lo a participar do ABRH na Praça – Trata-se de uma “Ação Social” do Sistema Nacional ABRH, de utilidade pública, com o objetivo de mobilizar grande número de pessoas que estejam disponíveis para o mercado de trabalho, oferecendo: serviços gratuitos de orientação profissional, informações pertinentes sobre o trabalho, captação de currículos e direcionamento para oportunidades locais, favorecendo assim a inserção ou reinserção de profissionais no mercado de trabalho. O ABRH na Praça acontecerá no dia 18 de outubro no Pátio do Carmo – Recife – PE. Informações: abrhpe@abrhpe.com.br – 81.3221.8814.

Veja mais sobre o assunto: http://www.revistamelhor.com.br/textos/309/abrh-na-praca-2013-acontece-em-outubro-293488-1.asp

 

 

 

 

 

Invista em Networking – Conheça pessoas e cultive relacionamentos!

Cibelli Pinheiroter, 20/08/2013 - 10:35

Uma palavra muito conhecida e empregada no mundo do trabalho, mas muitas vezes mal administrada na nossa vida profissional – Networking!

O termo em inglês – net (rede) + working (trabalhando) significa estabelecer contatos  pessoais para troca de informações, conhecimentos e experiências com objetivos profissionais. 

Quem também já não ouviu falar em “QI” – o famoso “Quem Indica”? As empresas estão aderindo cada vez mais a esta forma de contratação – por indicação. Não mais no sentido paternalista, como no passado (meu amigo, meu irmão, minha vizinha…), mas com a co-responsabilidade de quem indicou, garantindo as competências do indicado. 

Sabe-se que a cada 100 vagas preenchidas, mais de 40 são “por indicação”. Segundo a Valor Econômico (2011), as empresas já estão pagando aos seus funcionários para indicarem profissionais, e até 50% das vagas têm sido preenchidas por indicações. No setor de TI da HP, por exemplo, 43% das vagas são fechadas por meio de indicações dos empregados.

Então, para que você seja indicado, faz-se necessário ter uma boa rede de relacionamentos.

Porém, manter uma boa rede de relacionamento é um pré-requisito não apenas para quem espera se (re)colocar no mercado de trabalho. Por meio da rede de contatos, pode-se também gerar ou expandir negócios, divulgar serviços ou projetos. Esta tem sido uma forma de construirmos uma base de contatos profissionais que credibilizam nossas competências. A rede de contatos é decisiva, portanto, deve ser construída desde cedo, antes mesmo de procurarmos um trabalho. 

Nossa Experiência

Mesmo sem ter esta percepção, desde cedo participei de entidades representativas. Na escola, oferecia-me como voluntária nos projetos, na faculdade, me envolvia com as associações e conselhos, e durante toda a minha trajetória profissional, busquei manter e fortalecer minha rede de relacionamentos com as instituições que representavam a minha área profissional (fui presidente do Conselho dos Profissionais de Relações Públicas – CONRERP 5ª região e da Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional Pernambuco). Hoje, por exemplo, conheço, interajo e aprendo com excelentes profissionais de RH, através da Associação, entidade que muito respeito pela sua seriedade e trabalho, e que me permite ampliar minha rede de contatos, inclusive internacionalmente. 

Aprenda a Ampliar sua Rede de Relacionamentos

De fato, precisamos ser conhecidos no nosso ramo de atividade, na nossa área de formação e atuação. O ser conhecido e reconhecido tem se tornado uma mola propulsora para garantir nosso espaço no mercado de trabalho. Saiba que profissionais que não circulam e não trabalham a sua rede de contatos acabam no completo esquecimento!

Por isso, aproveito para dar algumas dicas básicas sobre isto:

1.Mantenha contato com seus professores e colegas de escola e de faculdade, com seus gestores e colegas de trabalho. 

2.Mantenha contato regular com sua rede de relacionamentos, não apenas quando estiver precisando. 

3.Circule nos locais relacionados a sua área de formação e atuação, quanto mais você for visto, mais sua imagem ficará viva na memória das pessoas.

4.Circule pelos lugares onde normalmente estão as pessoas de sua área profissional. Participe dos eventos, congressos, palestras, convenções, seminários e cursos de pós-graduação.

5.Lembre-se das datas importantes: aniversários, dias comemorativos (natal, dia do profissional etc). Telefone, envie e-mail ou parabenize pelo facebook, por exemplo.

Para Max Gehringer a questão do “Networking é conhecer quem tem a chave da porta de emprego”, veja o vídeo no quadro Emprego de A a Z do Fantástico: http://www.youtube.com/watch?v=Cq-QGTLzO00

Por fim, é importante ressaltar que, antes de tudo, o processo de construção de nossa rede de contatos deve ser algo natural. Não podemos, nem devemos desenvolver nossos relacionamentos por mero interesse, sem sinceridade e verdade, pois a base destas relações deverá ser a confiança, assunto este que poderemos tratar em outra ocasião. 

Nosso Convite

Conheça mais pessoas e cultive seus relacionamentos! Convido você, então, a interagir comigo neste portal, no meu blog http://rprh.blogspot.com.br/ e pelo http://www.facebook.com/cibelli.pinheiro. 

Vamos trocar experiências de trabalho sem fronteiras.


Caminho com Rumo

Cibelli Pinheiroter, 13/08/2013 - 10:36

Quem não sabe onde está nem para onde vai, tem todas as chances de se perder!” Essa é a frase que já ouvi certa vez e que tenho dito no início de alguns cursos e treinamentos para jovens. De fato, encontramos muitos jovens “perdidos”, sem saber que caminho percorrer, inclusive nas próprias universidades, alunos que decidiram por um curso superior, mas completamente indecisos em relação à sua escolha.

Considerando que “Carreira” é um caminho rumo a um objetivo, como percorrer este caminho se não o tenho bem definido? Se não sei onde estou, nem para onde vou?

Nossa Experiência

Isso me faz lembrar de uma jovem, aluna minha na Faculdade Maurício de Nassau do curso de Administração. Na primeira aula de Recursos Humanos, a tal frase dita acima fez ecoar na sua mente… Havia escolhido o referido curso por algumas razões que são ditas por muitos, “por ser um curso mais geral”, “meus pais acharam que este curso era o ideal para mim”, e tantos outros argumentos que não estão relacionados com a nossa competência técnica aliada a vocação e prazer (um assunto que podemos falar depois). Fui, então, procurada por esta aluna, pois havia uma semana que não conseguia dormir pensando sobre o assunto. E disse: “Professora, eu não gosto e nem queria fazer administração, gosto mesmo é da área de saúde… E pensei muito, acho que vou mudar de curso!” Prontamente respondi: “Ok, e o que está esperando?” Um tempo depois, encontrei esta aluna feliz da vida, pois além de fazer o curso que entendia ser vocacionada e que se identificava, já estava estagiando na área com seu caminho bem definido e traçado.

 

Saber para Escolher!

Antes de prosseguimos, vamos entender bem o que significa “Carreira”. A palavra vem do latim “carraria” que quer dizer “caminho para carros”. No século XVI o termo foi utilizado de várias formas: para definir o curso do sol, para disputas de cavalos e outros. Só a partir do século XIX foi aplicado ao mundo de negócios, significando o caminho percorrido por um profissional que vai ascendendo de cargos ou posições na empresa. Porém, a carreira envolve muito mais do que a trajetória profissional, não se restringe apenas ao tempo ou espaço geográfico, não tem fronteiras! Precisamos apenas saber qual o caminho que nos traz satisfação e realização pessoal, precisamos saber e escolher este caminho. Como disse Clarice Lispector só temos uma opção: “Entre o ‘sim’ e o ‘não’, só existe um caminho: escolher”. E neste caso, escolher aquilo que faz você se sentir você!

 

Então, para não perder o rumo, é importante perguntar no início e durante este caminho da vida profissional:

1.     Que talento Deus me deu? Que competências possuo para trilhar este caminho?

2.     O que tenho prazer em fazer? Que caminho (trabalho) me deixa satisfeito em realizar?

3.     Tenho um objetivo traçado para este caminho? Uma meta bem definida?

4.     O que tenho feito para conseguir realizar este trabalho? Tenho trabalhado (com foco) para percorrer este caminho?

 

Lembre-se: “Quem não sabe onde está nem para onde vai, tem todas as chances de se perder”.

 

Antes de lhe fazer um convite, veja algumas dicas sobre o Primeiro Emprego dadas pelo Max Gehringer no Fantástico (Emprego de A a Z): http://www.youtube.com/watch?v=3l4rsZxTc3g

 

Nosso Convite

 

Hoje convido você a assistir o filme The Butterfly Effect (Efeito Borboleta), ficção científica/drama lançado em 2004, com atores como Ashton Kutcher e Melora Walters, dirigido e escrito por Eric Bress e J. Mackye Gruber. Este filme teve como inspiração a teoria do caos, onde está presente a teoria do "Efeito Borboleta". Um filme que nos faz refletir sobre nossas escolhas. Depois gostaria de ouvir que lição você tirou deste filme, envie seus comentários para o e-mail: cibelli@soldesenvolvimento.com.br.

 

 

 

Rumo às nossas escolhas!

 

 

Cibelli Pinheiro

Trabalho sem Fronteiras


Trabalho sem Fronteiras

Cibelli Pinheiroter, 06/08/2013 - 10:32

Quem já não ouviu falar sobre “Carreiras sem Fronteiras”? Assim como “ciências sem fronteiras”, “médicos sem fonteiras”, “repórteres sem fronteiras”, enfim, são muitos os títulos para designar projetos, organizações não-governamentais, conceitos sobre ações que vão além do nosso “mundinho”.

Carreira sem Fronteiras

O conceito de “Carreira sem Fronteiras”, inicialmente usado nos EUA em 1993 pelo professor de Estratégias e Negócios da Universidade Suffolk, Michael Artur, define a carreira a partir de “movimentações físicas e psicológicas” que uma pessoa tem ao longo da sua trajetória de trabalho. O termo tem sido utilizado não apenas com o significado de uma carreira traçada para além do seu país de origem, ou seja, não restrito apenas às questões geográficas, mas a tudo que realizamos ou pretendemos realizar em prol da nossa carreira, tudo que aprendemos dentro e fora do ambiente de trabalho, as nossas experiências individuais, remuneradas ou não. Tudo vale!

Nossa Experiência

Isso me lembra alguns depoimentos que recebi de alunos que participaram dos meus cursos sobre “Como se preparar para o mercado de trabalho”. Geralmente quando tratávamos sobre o assunto CURRÍCULO, aos menos experientes – que diziam não possuir experiência alguma, pois não tinha o registro em sua carteira de trabalho – a minha pergunta invariavelmente era: “E o que você tem feito nestes últimos tempos? Não tem feito nada? Tem ficado apenas em casa assistindo à TV?!?” E normalmente a resposta era: “Não! Tenho ajudado aos meus pais no mercadinho… tenho vendido produtos de beleza… tenho organizado os eventos da família… tenho contribuído com projetos na escola…” E muitas e muitas outras atividades profissionais surgiam (venda, consultoria de beleza, empreendedorismo etc), mesmo que não registradas em carteira. Isso não é fazer nada? É perder tempo? Não! São nossas experiências e ninguém pode nos tirar.

Aproveite agora para refletir sobre essas e outras questões abordadas no filme Vida Maria: http://www.youtube.com/watch?v=zHQqpI_522M

Portanto, as experiências que você teve ao longo da vida, tanto pessoais como profissionais, devem ser consideradas no seu currículo, como por exemplo, participar como voluntário em associações, conselhos e outras entidades sem fins lucrativos, ajudar aos seus pais no negócio, suas viagens ao exterior para estudos ou lazer, suas atividades esportivas e hobbies, escrever para um portal ou blog, dentre tantas outras, inclusive “desenhar nomes”!

Emprego ou Trabalho?

Pensando nesse assunto, surgiu a ideia de tratar de um tema não tão novo, mas inovador, cujo título denominei “Trabalho sem Fronteiras”, nome dado a esse espaço de interação com você no portal LeiaJá, um espaço para quem deseja ampliar sua visão, conhecimentos e práticas do mundo do trabalho.

Antes, uma primeira questão para refletirmos é: quando falamos sobre “trabalho” não estamos tratando de “emprego”. O termo “Empregabilidade” foi muito usado para falar sobre o valor do profissional para o mercado de trabalho, se ele é “empregável”, se tem boas oportunidades para conseguir um emprego. Nos últimos anos, no entanto, esse termo tem sido substituído por “trabalhabilidade”, que nada mais é do que a capacidade que alguém tem de conseguir trabalho pelas suas competências, conhecimentos e habilidades, independente de ter um vínculo empregatício ou não, quer seja trabalho temporário, trabalho por projetos, home-office, trabalho em tempo parcial, teletrabalho, trabalho por conta própria, prestação de serviços, trabalho voluntário… Resumindo, quem tem um emprego, trabalha (ou pelo menos deveria)! E quem tem um trabalho, não necessariamente tem um emprego formalizado.

Com a trabalhabilidade o profissional passa, então, a ser o único responsável pela sua carreira, mas esse é um assunto que falaremos depois.

Nosso Convite

Como o trabalho não tem fronteiras, convidamos você, a refletir conosco sobre os diversos e abrangentes temas voltados para sua carreira e trabalho. Caso deseje sugerir outros temas, entre em contato conosco através do e-mail: cibelli@soldesenvolvimento.com.br.

Até lá!

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