Aldo Vilela

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Jornalista

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Grandes empresários brasileiros declaram voto e apoio a Jair Bolsonaro, ao que tudo indica parte de quem gera riqueza no país não quer saber do PT

Aldo Vilelater, 23/10/2018 - 09:43

Empresários das áreas química, automobilística, têxtil, de maquinário, construção civil, aço e siderurgia prestaram apoio  ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. O grupo de dez empresários liderado pelo deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS), apontado como possível futuro ministro da Casa Civil, assinou um manifesto em favor do presidenciável. “Os setores industriais que representam 32% do PIB industrial e geram 30 milhões de empregos diretos e indiretos e R$ 250 bilhões em pagamento de impostos colocam-se a favor do diálogo com o candidato Jair Messias Bolsonaro (PSL) na Presidência da República para encontrar caminhos para a retomada do desenvolvimento da indústria, crescimento do país e geração de empregos”, diz o texto. Em uma foto postada na conta de Bolsonaro no Twitter e na página dele no Facebook, o candidato agradece o apoio. Os empresários seguram a carta compromisso, firmada na casa do presidenciável, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Hoje me reuni com muitos empresários de diversos setores do Brasil! Deixo o registro de uma destas produtivas reuniões. Vamos juntos livrar o Brasil das garras ideológicas da esquerda”, diz o texto postado nas redes sociais. Logo no início da reunião, Onyx Lorenzoni disse a Bolsonaro que “os empresários querem declarar publicamente o apoio desse setor e que o Brasil volte a crescer”. O candidato reagiu afirmando que “nós não queremos atrapalhar os senhores”. Em seguida, o presidenciável reiterou sua confiança em Paulo Guedes, apontado como futuro ministro da Economia, se Bolsonaro for eleito. “Eu falei com o Paulo Guedes e ele é a pessoa que está conduzindo isso tudo. Eu estou muito esperançoso com as propostas dele e a gente tem um pacote de medidas que não traga mais sofrimento a ninguém.” Bolsonaro citou a economia dos Estados Unidos e as medidas tomadas por Donald Trump ao assumir o governo. “Eu acho que colaborando nesse sentido como o Trump fez lá. Eu sei que as economias são diferentes, mas buscando e fazendo algo semelhante dá para a gente ampliar a base de emprego no Brasil e o Brasil precisa de confiança também. Não temos o direito de errar.”
 
Haddad segue desesperado buscando apoio de FHC
 
A cinco dias do segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PT, Fernando Haddad, conversou por telefone com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo o blog da Andréia Sadi apurou, a conversa foi "amigável" e sobre democracia. Sem mencionar o nome de Jair Bolsonaro, Fernando Henrique Cardoso fez a seguinte postagem no Twitter na noite desta segunda-feira: "Inacreditável: um candidato à Presidência pedir às pessoas que se ajustem ao que ele pensa ou pagarão o preço: cadeia ou exílio. Lembra outros tempos.
 
Maria e o novo voto crítico no país, mais um modismo
 
Candidata da Rede à Presidência no primeiro turno, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva divulgou uma nota, na qual afirmou que dará "voto crítico" ao candidato do PT, Fernando Haddad. Logo após o primeiro turno, a Rede Sustentabilidade, partido de Marina, recomendou aos filiados que não votassem em Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, mas não manifestou apoio a Haddad. Na nota, Marina afirma que dará o voto a Haddad porque o petista "não prega a extinção dos direitos" nem a repressão aos movimentos. Apesar disso, ressaltou, fará oposição se ele for eleito.

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