Aldo Vilela

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Jornalista

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Feliz ano novo e boa sorte Brasil

Aldo Vilelaqui, 15/02/2018 - 09:10

Agora de fato podemos desejar um feliz ano novo, pois como de praxe neste país acabado, o ano somente começa agora pós carnaval. O povo brasileiro é assim nunca aprende e cria uma grande desculpa dizendo que tem de existir um pouco de alegria e o carnaval proporciona isso, coisa mesmo de país de terceiro mundo. Todos os números mostram um carnaval gigante em pessoas, em participações populares, em consumo de bebida, em hotéis lotados etc... todos esquecem a crise, os problemas do Brasil, a falta de escola, de saúde, de segurança de infra estrutura, mas afinal estamos no Brasil. Que este mesmo povo se lembre e se conscientize que teremos eleições no final do ano e que esqueçam a copa do mundo para poder mudar ou iniciar uma mudança neste país. Mas as notícias não são as melhores, Junto com uma resolução do TSE que havia ficado estrategicamente esquecida até agora, as cinzas da quarta-feira trouxeram uma certeza: mais do que qualquer outra, a eleição de 2018 será dos ricos e famosos. É o que acontecerá com a combinação da campanha mais curta (45 dias, sendo 30 de rádio e TV), que favorece os candidatos já conhecidos, com a permissão praticamente ilimitada de autofinanciamento, que coloca os ricos em larga vantagem. Lembremos que já houve um ensaio disso nas eleições municipais de 2016, embora os candidatos ricos tivessem um limite para colocar seu próprio dinheiro na campanha.

Jogo sujo

Prepare-se para o jogo sujo das eleições. Os políticos se autoconcederam uma autorização para mudar de partido durante o mês de março sem sofrer punições. Abriu-se o que eles chamam de “janela partidária”.

O agora

Nesse exato momento está acontecendo uma aberração que logo escalará as manchetes na forma de mais um escândalo: a pretexto de seduzir políticos com bom potencial de votos, partidos lavajatistas estão oferecendo dinheiro. É verba pública.

Dinheiro

A verdade e que tudo esse rolo de dinheiro sai do fundo eleitoral. Alega-se que tudo será usado na campanha. Sabe Deus! Há ofertas de mais de R$ 2 milhões.

O país da desordem se supera a cada dia

Mais uma vez, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Segóvia, falou o que não deveria e não poderia ter falado. Tem sido uma marca da gestão Segóvia dar declarações desastradas e que denotam um desejo de agradar ao governo que o nomeou para comandar a Polícia Federal. É inadequado que um diretor-geral aja assim.

Temer temendo

O próprio Palácio do Planalto avalia que Segóvia deu um tiro no pé, numa tentativa de servilismo que teve efeito contrário ao pretendido. No entanto, ele não está dançando a música sozinho.

Ridículo

Delegados da Polícia Federal e procuradores da República são pródigos em falar sobre investigações em andamento. A diferença é que Segovia falou em defesa do presidente da República. Normalmente, as manifestações são para alardear provas contra um investigado. Falar contra um investigado pode. Falar a favor não pode? Ora, não pode a favor nem contra.

Não vai dar em nada

Dificilmente um ministro do STF cobra esses delegados e procuradores a explicar suas declarações sobre inquéritos em curso. Aliás, é comum ver ministros do STF a pontificar sobre casos que ainda serão julgados, antecipando posições.

Uma piada chamada Carlos Marun

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, falou que o governo continua confiando "no bom senso da justiça" em relação a autorização da Justiça para que a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) possa assumir o ministério do Trabalho. "O governo vai continuar confiando no respeito a Constituição federal", disse o ministro, que afirmou não ter lido a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de manter suspensa a posse. Um país que tem como ministro um sujeito do porte de Marum diz na verdade o que somos.

Críticas ao carnaval de Olinda

O vereador Jorge Federal alertou, através de ofício enviado 15 dias antes do carnaval, quanto aos problemas de mobilidade que ocorreram durante os festejos que foram provocados pela liberação de mais de 30 mil carros de aplicativos com acesso ao sítio histórico “prejudicando uma categoria centenária, os taxistas, e causando transtornos à população”.

Críticas pesadas em Lupércio

“Estava claro que iriam acontecer problemas no trânsito das principais artérias que circundam a cidade de Olinda, a exemplo da PE-01, PE-15 e da avenida Olinda, além da Estrada do Bonsucesso, Bultrins, Pan Nordestina e outras vias de acesso”, afirmou Jorge Federal. E completou: “Infelizmente, o prefeito Lupércio não teve a humildade em considerar o alerta feito e foi registrado, durante o carnaval, o maior congestionamento de todos os tempos”.

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