Djalma Guimarães

Djalma Guimarães

Seu Bolso

Perfil:Economista pela UFCG e Mestre em Engenharia de Produção pela UFPE. É Docente, Projetista e Consultor Empresarial da i9 Projetos.

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Quando buscar crédito?

por seg, 14/11/2016 - 17:47

Com juros astronômicos e crescentes (conforme tabela a seguir), contrair dívidas junto ao sistema financeiro brasileiro é extremamente desaconselhável. Pagar 463,03% a.a. de taxa de juros no cartão de crédito é algo surreal. Logo, economizar para comprar à vista ou pagar uma boa entrada é uma forma a minimizar as despesas com juros.

                        

No entanto, em algumas situações o consumidor se sente impelido a buscar o sistema financeiro. Quais seriam as situações que justificam contrair uma dívida tendo em vista o nível de juros de nosso mercado?

·       Dívida fora de controle – Quando o consumidor tem uma dívida extremamente cara e fora de controle (dívida que o consumidor não está conseguindo pagar) tal consumidor deve buscar uma dívida menos cara, ou seja, trocar 463,03% a.a. do cartão de crédito por um empréstimo pessoal em um banco 73,52% a.a.

·       Trocar o mesmo tipo de empréstimo – O consumidor pode fazer uma portabilidade de financiamento de um banco para outro banco a fim de conseguir uma taxa de juros mais vantajosa.

·       Financiamento educacional – Educação e qualificação profissional não devem ser considerados custos pelo consumidor e sim um investimento. Desta forma, o consumidor pode pesquisar as modalidades de crédito mais vantajosas a fim de financiar a sua educação.

·       Financiamento habitacional – Depois de muita pesquisa e verificação de condições e imóveis mais apropriados para o orçamento, pode ser considerada a aquisição da casa própria. No entanto, tal projeto pode ser adiado pois existe uma tendência de queda nos juros no médio prazo.

·       Financiamento de bem de capital – Se o consumidor pretende adquirir um bem de capital, bem destinado a abertura ou melhoramento de um negócio próprio, tal gasto representa um investimento e pode ser adequado, desde que considerado com muita pesquisa e cautela.

O consumidor também deve levar em consideração a busca de opções de crédito “menos caras”, a exemplo de: crédito consignado, refinanciamento de imóvel, antecipação de restituição de IR, antecipação de 13° salário e crédito pessoal de bancos menores. Bem como desenvolver um orçamento e cumpri-lo e fazer um plano para eliminação de dívidas.

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