Djalma Guimarães

Djalma Guimarães

Seu Bolso

Perfil:Economista pela UFCG e Mestre em Engenharia de Produção pela UFPE. É Docente, Projetista e Consultor Empresarial da i9 Projetos.

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A comida está mais cara?

Djalma Guimarãesqui, 25/08/2016 - 16:05

Nos últimos tempos é comum encontrar pessoas reclamando da ‘carestia’ do orçamento apertado, que a cada mês a despesa com alimentos aumenta. Para corroborar com tais argumentos a divulgação do IPCA de julho trás a luz o fato de que a inflação dos alimentos e bebidas é superior a inflação geral da economia.

Variação de indicadores entre julho de 2006 e 2016

Ao considerar a variação do IPCA entre 2006 e 2016, percebe-se que sua elevação no grupo de alimentos e bebidas foi muito superior ao indicador geral, bem como também foi superior a elevação do salário mínimo no período. Logo, faz sentido o sentimento de orçamento curto, principalmente quando consideramos que uma grande parcela da renda das famílias é destinada a alimentação.

Ao considerar a variação do INPC no mesmo período, tal indicador mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, também pode ser notado uma elevação no grupo de alimentos e bebidas superior a inflação geral, no entanto, a inflação de alimentos e bebidas é inferior a elevação do salário mínimo.

Ou seja, a inflação de alimentos na série é maior que a média, e afeta com mais intensidade as famílias de renda média no Brasil.

O que pode explicar essa elevação tão significativa no preço dos alimentos?

Algumas possíveis causas de tal elevação são:

- Estiagens e secas mais freqüentes (seca prolongada no nordeste, por exemplo)

- Elevação do preço nos mercados internacionais (commodities agrícolas)

- Elevação da demanda

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