Comércio do Recife aquece as vendas no São João

Um dos beneficiados do aumento do público do São João do Recife foi o comércio, que conseguiu aquecer as vendas durante o feriado

Comércio do Recife aquece as vendas no São João

A Avenida Rio Branco ficou lotada nesta segunda-feira de São João. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá

O comércio do Recife vem sendo um dos beneficiários da programação do São João no centro da cidade. O polo da Avenida Rio Branco, que está apenas na segunda edição, já é um grande incentivo aos donos de estabelecimentos na área. Nesta segunda-feira (24), o LeiaJá visitou o local para ver o movimento e conversar com os comerciantes, que vêm vendo um aumento nas vendas neste período do ano.

É o caso, por exemplo, do Armazém Rio Branco, um dos bares da avenida. De acordo com Clebson Macedo, gerente do local, o último fim de semana foi bastante corrido. “Tá bastante movimentado, mesas lotadas o dia todo”, afirmou.

Um dos beneficiados do aumento do público do São João do Recife foi o comércio, que conseguiu aquecer as vendas durante o feriado
Clebson Macedo, gerente. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá

Macedo disse ainda que a movimentação não costumava ser assim até o ano passado, quando houve a inauguração do polo. “Há dois anos não tinha esse polo, então, aqui era meio neutro. E ano passado, quando começou a ter, foi bastante movimentado, e eu acho que tá igual”, observou.

Público suficiente para toda a concorrência

No entanto, não é apenas um comércio que se beneficia da movimentação do público na festividade junina. No Frege, estabelecimento ao lado, que também aproveita a grande circulação nas ruas para abrir suas portas.

É como conta Ronas “Tatuzinho” Vicente, gerente do espaço. “Está sendo muito maravilhoso para os comerciantes do bairro. A gente viu que a política para o comércio ambulante também foi criada”, disse o gerete.

Um dos beneficiados do aumento do público do São João do Recife foi o comércio, que conseguiu aquecer as vendas durante o feriado
Ronas “Tatuzinho” Vicente, gerente do Frege, no centro do Recife. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá

“A gente viu muitos empreendedores vindo aqui para o bairro para somar. A gente vê os comerciantes daqui hoje com o êxito de hoje poder contratar, poder levantar investimentos. Muitos parceiros estão vindo, porque estão vendo que o bairro está sendo comovido de tais formas produtivas porque o turista tá ficando”, continuou.

Tatuzinho observou ainda uma diferença significativa da movimentação do público este ano, em relação a anos anteriores. “Ano passado a gente teve já um bom começo com o São João. Esse ano temos uma movimentação bem maior. Achei também que o turista da cidade tá ficando aqui [no centro]. Ele não está indo para a orla [de Boa Viagem, na Zona Sul], ou para o interior [do estado]. E eu vejo que muitas pessoas estão vindo com suas famílias, com segurança”, pontuou o profissional.

Comércio ambulante também vê vantagens

No entanto, não é só de comércio fixo que vive o Recife. Os vendedores ambulantes também lucram bastante nessa época do ano. Como é o caso, por exemplo, de José Adriano, de 48 anos, vendedor de chips de batata e churros. “Tá melhor do que em outros dias”, observou Adriano, que trabalha no ramo há mais de 15 anos.

Um dos beneficiados do aumento do público do São João do Recife foi o comércio, que conseguiu aquecer as vendas durante o feriado
José Adriano, vendedor de chips de batata e churros. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá

De acordo com o ambulante, cada festividade na cidade é motivo para lucrar. É como acontece nos períodos de Carnaval, Natal e Ano Novo, por exemplo. Mas, em relação ao São João, Adriano observa que o público aumentou em 2024. “Esse ano tá melhor do que ano passado, já que o palco tá aqui no meio, tá tendo mais gente”, avaliou.

Por fim, ele pontou ainda uma das razões pelas quais tanta gente vem andando pelo Recife ultimamente. “A turma tá dando preferência [ao Recife] porque não tá indo mais pro interior, porque tá com a situação financeira não tá boa. Aí tá dando preferência a ficar aqui pelos bairros. Aqui, Marco Zero, ou no Sítio Trindade [na Zona Norte], porque o custo fica mais baixo”, explicou.