Pesquisa: 96% das pessoas trans dizem sofrer discriminação

Levantamento realizou um panorama do contexto desse grupo minoritário dentro do mercado de trabalho

por Thaynara Andrade seg, 20/06/2022 - 15:03
Unsplash Bandeira LGBTQIA+ Unsplash

Um estudo realizado pela consultoria Santo Caos, em todos os estados do Brasil e em diferentes setores da economia, revelou que 65% dos profissionais LGBTQIA+ já sofreram discriminação no ambiente de trabalho e 28% deles já foram assediados. O índice de casos é ainda maior quando são analisadas apenas pessoas trans, com 96% de relatos de discriminação e bissexuais, com 72%.

As informações foram coletadas com mais de 20 mil trabalhadores de todas as faixas etárias entre novembro de 2020 e abril de 2022. Entre as descobertas, 48% das pessoas LGBTQIA+ afirmaram que revelam sua orientação sexual ou identidade no trabalho, entre as pessoas trans esse número cai para 40%. Em relação ao assédio, 28% afirmam que já passaram por algum caso, índice que é de 18% para pessoas que não fazem parte desse grupo.

Para o levantamento, discriminação compõe todo tipo de atividade preconceituosa, mesmo que velada, como ironias, piadas e insinuações jocosas. No caso de assédio, o estudo considerou o ato de ofender explicitamente alguém por conta de sua característica.

Ainda segundo os dados do levantamento, 47% da população LGBTQIA+ tem renda média abaixo de quatro salários mínimos, frente a 36% das pessoas que não fazem parte desse grupo. Em relação ao tempo de empresa, aqueles que se declaram LGBTQIA+ ficam aproximadamente 3,07 anos em uma companhia, ao passo que os não LGBTQIA+ permanecem em média 4,13 anos.

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