Doutorando da UNAMA emplaca tese em programa do Facebook

Único selecionado na Amazônia, projeto de Diego Borges vai ser financiado para concretizar ações culturais, oficinas e produção de livros

qui, 04/11/2021 - 18:46
Arquivo pessoal Diego Borges, doutorando da UNAMA, terá estudo financiado pelo Facebook Arquivo pessoal

A tese de Diego Borges, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Linguagens e Cultura (PPGCLC) da UNAMA - Universidade da Amazônia, foi selecionada no programa “Aceleração de Comunidades” do Facebook, que financia líderes de grupos e comunidades para iniciativas socioculturais. Ele concorreu com mais de 14 mil projetos, de 77 países, e em esteve entre os 131 classificados, sendo apenas 11 do Brasil.

A tese de Diego foi a única da Amazônia escolhida e vai receber U$ 50 mil para concretizar as ações do projeto, que envolvem oficinas, produção de livros e outras ações culturais. Bacharel em Publicidade e Propaganda, Diego tem pós-graduação em Markting e mestrado pelo PPGCLC.

O impacto do mundo digital no mundo real sempre fascinou Diego, que decidiu estudar e entender como isso acontece. Quando ele entrou no mestrado pelo PPGCLC, encontrou o mesmo interesse na orientadora dele, professora doutora Ivana Oliveira. “Eu posso marcar como o início da tese essa inquietação que a gente teve de entender os impactos no mundo virtual no mundo de hoje, como as comunidades on-line conseguem interagir e unir as pessoas no mundo afora”, explica.

Diego Borges afirma que o foco da tese é justamente dar respostas a essa inquietação. “A nossa ideia é estudar o grupo Nerds Paraenses, que é o maior grupo virtual de compartilhamento de cultura do Estado do Pará, e entender de que forma uma comunidade virtual pode usar a cultura como ferramenta de inclusão digital na sociedade”, acrescenta.

O doutorando diz que ser selecionado pelo Facebook foi uma honra, e significa o reconhecimento do trabalho deles e do impacto que ele causa. “É relevante e>Formação

A pesquisa também pretende formar pessoas e mostrar que uma comunidade virtual pode ter impactos reais no mundo off-line. “Pode produzir formadores de cultura novos, pode produzir expoentes na sociedade, pode deixar algum legado de produção cultural inclusivo através do mundo virtual”, complementa.

A professora e pesquisadora Ivana Oliveira reforça que, durante a pandemia, foi incluído um novo foco e que o objetivo principal da tese é entender como são desenvolvidos os processos de inclusão digital na plataforma do Facebook, a partir dos projetos de financiamento da cultura regional.

A professora falou sobre o ambiente da pesquisa, a escola Augusto Meira, em Belém, onde o trabalho é feito desde 2019. “A gente teve uma parada por causa da pandemia, mas fazemos várias oficinas. Temos uma parceria entre o PPGCLC e a escola, justamente para avaliar essa questão da inclusão e a exclusão digital”, explica.

A professora também fala sobre o desafio de estar entre 131 projetos, em que apenas 11 foram selecionados no Brasil. “É o único da Amazônia. O projeto de tese dele, então, é o desenvolvimento de um estudo para analisar esse impacto da produção cultural do Estado, com oficinas de capacitação de produtores culturais, mensuração de resultados a partir desse projeto do Facebook”, complementa.

A professora fala da sensação que teve ao descobrir sobre a classificação da tese, destacando a grandeza do trabalho do doutorando. “O Diego é uma pessoa muito especial, como aluno e como pessoa, porque ele tem uma história nessa comunidade do Facebook. Então, é importante que nós ressaltemos isso. Ele tem uma história que teve um grande peso junto com a inclusão dessa ação social”, afirma.

Ivana acredita ainda que, com o estudo de Diego, nasce um grande pesquisador. Além disso, a professora celebra o estímulo aos estudos na região amazônica. “Na área digital, em qualquer área, incentivos a estudos, ciência, e pesquisa científica na Amazônia é sempre motivo de comemorar”, afirma. Ivana diz que se orgulha com o fato de o Diego estar à frente do projeto, e de ele ter sido classificado. “É muito especial que a Amazônia tenha essa representatividade dentro dessa seleção”, conclui.

Por Isabella Cordeiro.

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