Professor conta sua experiência com o Enem Digital

Ao LeiaJá, o professor Berg Figueiredo falou de suas impressões sobre o novo formato de prova

por Lara Tôrres dom, 31/01/2021 - 20:14
Nathan Santos/LeiaJáImagens Professor fez a prova no Recife Nathan Santos/LeiaJáImagens

O Enem Digital foi aplicado neste domingo (31) com questões de Linguagens, redação e Ciências Humanas, em meio a muitas expectativas sobre o funcionamento da plataforma de resposta das provas. O LeiJá ouviu o professor de química Berg Figueiredo, que se inscreveu e fez o Exame Nacional do Ensino Médio, para saber mais sobre suas impressões acerca do novo modelo que substituirá o Enem impresso. Confira: 

LeiaJá: Professor, qual foi a sua primeira impressão acerca do sistema de resolução de questões do Enem Digital?

Professor Berg: Muito seguro. Para tudo eram utilizados códigos de acesso, tanto do participante como do aplicador da prova. 

LeiaJá: Quais as principais diferenças que você percebeu fazendo uma prova através de um computador?

Professor Berg: Na prova digital há menos cansaço físico, pois você fica mais ereto, não precisa ficar curvado sobre o papel, é um ponto positivo. Um ponto negativo é que há mais desgaste visual, pelo tempo prolongado olhando para uma tela. Pessoas com problemas de visão com certeza vão sofrer mais.

LeiaJá: Há algum ponto na estrutura da plataforma de resposta de questões que você achou ruim ou difícil de utilizar? 

Professor Berg: Eu sempre oriento meus alunos a buscar responder primeiro questões com gráficos e imagens. No Enem Digital, você tem que clicar em cada uma delas para abrir e ver. Acho ruim para a estratégia de resolução de questões. Também achei chato fazer destaques e notas nas questões da prova com o mouse, acho melhor com a caneta ou mesa digital. 

O aluno que não está entrosado com a tecnologia e candidatos de mais idade vão ter dificuldades. A prova em si é intuitiva, com botões de “anterior” e “próximo”; o detalhe são ferramentas como “borracha” e “corrigir”, pois tudo é indicado por símbolos. Também acredito que fazer cálculos com o mouse pode ser difícil. 

LeiaJá: Durante a aplicação das provas tudo correu dentro da normalidade ou houve algum tipo de problema técnico, falha logística, defeito…?

Professor Berg: Na minha sala, três alunos receberam dez minutos de tempo extra por queda de energia em alguns computadores que precisaram ser reiniciados e, por causa disso, a prova terminou às 19h, mas eles ficaram até as 19h10. 

LeiaJá: Nossa equipe percebeu um movimento muito pequeno de estudantes indo fazer as provas, o que dá margem para acreditar, mais uma vez, em uma alta abstenção. Como você vê essa questão?

Professor Berg: Na minha sala tinha 32 computadores, apenas 11 estudantes vieram. 

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