Apesar de denúncias de lotação, ministro parabeniza Inep

O ministro da Educação Milton Ribeiro aprovou a diminuição de locais de aplicação

por Victor Gouveia dom, 24/01/2021 - 15:11
LeiaJáImagens/Arquivo Ribeiro levou em consideração a economia para os cofres públicos LeiaJáImagens/Arquivo

Após o fechamento dos portões do segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (24), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, comentou sobre o alto índice de abstenção e aprovou a organização das salas de aula. Por conta da pandemia, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adotou um novo esquema para tentar evitar a proliferação do vírus nos locais de prova, entretanto a capacidade não foi respeitada em alguns locais.

"Se houve esse pensamento, de que a abstenção seria de pelo menos 30%, então estávamos certos porque ela foi de 51%. Temos que ver o outro lado também, e não estou querendo defender ninguém, mas imagine, se tivéssemos contratado tudo, o valor de dinheiro público que haveríamos de usar", afirmou o ministro, que acompanhou a entrada de candidatos na escola estadual Cesar Martinez, na Moema, considerado um bairro nobre de São Paulo.

Apesar do registro recorde de faltosos, no primeiro dia do Exame, no domingo (17), concorrentes relataram que a própria organização os barrou de entrar em salas por superlotação. O anunciado era de que apenas 50% da capacidade seria preenchida.

A Defensoria Pública da União entende que o Inep mentiu sobre as medidas sanitárias e chegou a protocolar uma ação na Justiça Federal. A entidade acredita que o órgão responsável pela aplicação tinha conhecimento da lotação das unidades de ensino, contudo a ação foi rejeitada.

Ao considerar a economia com o vestibular de 2020, Ribeiro indicou que a operação do Inep foi assertiva. “Gastamos mais de R$ 700 milhões do Tesouro para a aplicação do Enem neste ano. Imagine se não tivesse feito uma mínima previsão [de abstenção] aí as coisas ficariam mais difíceis", ponderou.

O ministro ressaltou a importância dos centros acadêmicos particulares para a Educação. “No Brasil, 76% do ensino superior é tocado pelas instituições privadas. Elas são parceiras da educação brasileira, que não tem perna nem braço para dar vaga a todos os alunos. Elas não aguentariam mais um semestre sem mensalidade”, concluiu.

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