Matemática: saiba como não cair nas 'cascas de banana'

Professores ensinam como não errar mais as questões consideradas cascas de banana na prova de matemática do Enem

por Ruan Reis qui, 26/03/2020 - 13:33
Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo . Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Atentos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudantes que desejam ingressar em uma instituição de ensino superior em 2021, estão focando seus estudos neste primeiro semestre de 2020 para a maior prova educacional do país. Mas mesmo quem se dedica aos livros sabe que, muitas vezes, é fácil cair em alguma "casca de banana" presente na prova de matemática.

O professor de matemática Ricardo Rocha alerta para alguns cuidados que o estudante deve ter durante as resoluções. “Quando se aplica alguma fórmula, vão ter alguns elementos dentro dela que compõem a questão. Se o fera só jogar a fórmula e não souber desenvolver direito, ele vai jogar os valores errados”, diz. 

Uma divisão na hora errada, uma subtração equivocada ou uma simple troca de sinal podem significar a perda de um ano inteiro de estudo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as notas médias de todas as quatro provas objetivas do Enem 2019 caíram em comparação com a edição anterior. Em matemática, a nota média geral foi de 523,1.

Com base nisso, Ricardo dá uma dica aos estudantes: “O que precisa fazer é o seguinte: identificar os valores que contém na fórmula para puder substituir e ver o que está faltando para resolver a questão. Aconselho o fera a ler o comando da pergunta para depois procurar no texto o que está identificado. Dessa forma, ele pode minimizar as chances de errar.”

Qual é o assunto que mais costuma ter casca de banana na prova?

O professor de matemática alerta para análise combinatória. “Cai bastante porque muitos alunos confundem arranjo e combinação.” Ele ensina que, “no arranjo, a ordem importa na resposta, já na combinação, tanto faz". "Exemplo: se a questão estiver falando da placa de um carro, quando se inverte os números, podemos concluir que vai alterar a placa, ou seja, vai gerar uma nova placa, então, isso é um arranjo", acrescenta o docente.

Ricardo explica como ocorre a combinação: “Já se a questão fala sobre uma comissão de formatura do terceiro ano, por exemplo, a comissão pode ser qualquer pessoa da sala de aula, ou seja, a ordem não importa. Sabemos, com base nisso, que é uma questão de combinação”. 

O educador pede que os estudantes tenham atenção ao gabarito das questões. “Geralmente nas alternativas tem no gabarito o resultado dos dois, até porque as questões são bem parecidas, só muda um detalhe, que é o P fatorial dividindo a combinação que no arranjo não tem”, conclui.

O professor Alberto César também concedeu entrevista ao LeiaJá. Ele mostra questões que geralmente arrancam erros dos alunos. Assista:

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