Pesquisa aborda efeitos da divisão sexual do trabalho

Segundo estudo, essa divisão gera efeitos, sobretudo, no momento da escolha profissional das mulheres

por Ítallo Olimpio qua, 26/06/2019 - 20:06
Pixabay . Pixabay

Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostra como a divisão sexual do trabalho feita pela sociedade pode contribuir para que as mulheres permaneçam na posição de subordinadas. De acordo com a autora da dissertação, Tânia Dias, mestra em Direitos Humanos pela instituição de ensino, a análise foi realizada com garotas prestes a fazer vestibular em bairros vizinhos a uma escola pública e uma escola privada.

“Tais opressões devem ser vistas não de maneira isolada, mas em conjunto, uma vez que as três opressões estabelecem entre si uma relação indissociável”, afirmou a pesquisadora. O estudou foi batizado de “O que vou ser quando crescer?: A divisão sexual do trabalho na socialização das mulheres e em suas escolhas profissionais”.

A pesquisa mostra que essa divisão pode contribuir para a manutenção da ideia de que mulheres só podem ocupar determinados lugares, sendo nenhum posições de liderança e tomada de decisões. Ainda de acordo com a dissertação, desde crianças, as meninas "aprendem a se comportar como meninas", brincar com panelas, vassouras e bonecas. 

“O que parece brincadeira durante a infância reflete-se no comportamento futuro dessas mulheres, em quais empregos ou graduações elas acham que são aptas a escolher ou se candidatar”, completou a pesquisadora.

Segundo o estudo, “o modo de socialização ao qual os indivíduos homens e mulheres são submetidos é desigual e capaz de determinar diferenças econômicas, culturais e sociais que se reproduzem e produzem, ao longo da vida desses sujeitos, socialmente sexualizados, nas mais variadas esferas da vida social”.

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