O futuro das redes sociais é privado

Após conferência F8, Facebook apresenta novas diretrizes e um novo caminho: o da privacidade aliada aos negócios

por Katarina Bandeira qui, 02/05/2019 - 11:57
Facebook/Divulgação Mark Zuckeberg apresentou novidades para todas as suas plataformas sociais Facebook/Divulgação

Dia 30 de abril foi marco para quem está atento às mudanças do Facebook. Após a conferência de seus desenvolvedores, chamada de F8, que visa - principalmente - mostrar as novidades da rede social, Mark Zuckerberg também aproveitou para apontar uma nova postura da sua empresa. Depois de diversos escândalos envolvendo a privacidade de seus usuários, o mote da plataforma deixa de ser a conexão aberta de pessoas e passa a focar na manutenção da vida particular longe dos curiosos.

O futuro é privado. Essa era uma das frases que apareceram no painel no primeiro dia de F8. Mas, além de privado, ele é de quem quer fazer negócios. Pelo menos foi o que ficou claro nos anúncios dos representantes das redes sociais que fazem parte da empresa Facebook, como Instagram, WhatsApp e Messenger. Confira as principais novidades do primeiro dia:

Facebook

O Facebook deixa, aos poucos, de ser uma rede para conectar novas pessoas. A proposta de Zuckerberg passa a ser a de conectar usuários com os indivíduos e comunidades com as quais partilha dos mesmos interesses, não apenas os amigos dos amigos na rede social. Para isso ser possível, o foco da plataforma passa a ser as melhorias para a aba Grupos.

Será possível receber recomendações relevantes de “Grupos” em outros lugares do aplicativo, como no Marketplace, na aba Jogos e no Facebook Watch. Além disso, recursos personalizados para atender diferentes comunidades, fazendo com que o conteúdo partilhado nelas seja mais facilmente compartilhado e colocado em destaque. Por fim, a ferramenta Conheça Novos Amigos unirá o usuário com pessoas dentro dessas comunidades - que tenham interesses em comum, mas apenas para quem for aberto a novas amizades.

Messenger

O mensageiro também trouxe novidades. Mais rápido e leve ele ganha duas ferramentas de destaque. A primeira é a vídeo chamada compartilhada. Em que o usuário poderá mostrar um vídeo do aplicativo do Facebook no Messenger para outras pessoas ao mesmo tempo, enquanto conversa ou faz uma ligação de vídeo.

A segunda é a criação do Messenger para desktop. O que deixa impossível não comparar com o finado MSN já que será possível fazer ligações de vídeos em grupo, ter suas conversas privadas normalmente e visualizar os Stories e mensagens de seus contatos.

Amigos, amigos e negócios à parte

E quem pensa que a triagem das amizades foi o foco da conferência, engana-se. Para os perfis empresariais, que encontraram nas redes sociais um espaço para chamar de seu, Zuckerberg também preparou novidades.

Messenger - será possível criar anúncios que levem os clientes a questionários, com intuito de conhecê-los melhor. Os dados continuaram sendo captados, mas agora de forma consensual, entregues pelos próprios usuários, como deveria ser. Além disso, quem oferece serviços poderá deixar tudo agendado pelo mensageiro. Sem a necessidade de marcações mais complexas.

Instagram - Até as marcas que usam de Digitais Influencers para atingir mais pessoas sairão ganhando. A partir da próxima semana, os usuários do Instagram poderão comprar os looks dos criadores de conteúdo apenas tocando na tela. Ao invés de mostrar apenas o perfil da marca desejada ou o preço, a plataforma irá redirecionar para uma espécie de shopping virtual.

WhatsApp - O WhatsApp foi o que apresentou menos novidades empolgantes. Também seguindo a linha de mercado virtual do Instagram, a rede possibilitará que empresas façam catálogos de seus produtos e enviem diretamente para seus possíveis consumidores. Mais uma forma de facilitar que produtos sejam adquiridos diretamente na rede.

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