China teria instalado chips espiões em servidores da Apple

Servidores da Amazon também foram afetados, segundo reportagem da Bloomberg

por Nathália Guimarães qui, 04/10/2018 - 11:49
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Uma unidade militar chinesa foi acusada de implantar minúsculos microchips em servidores usados ​​por empresas como Apple e Amazon, o que daria à China acesso sem precedentes a computadores e dados, de acordo com um novo relatório da Bloomberg Businessweek.

Os minúsculos chips, tão pequenos quanto a ponta de um lápis afiado e projetados para serem indetectáveis ​​sem equipamento especializado, foram implantados nas placas-mãe dos servidores na linha de produção na China, informou a Bloomberg.

Os chips foram supostamente desenvolvidos por uma unidade de ataque especializada em hardware do Exército de Libertação do Povo (ELP) e deram aos hackers acesso irrestrito a qualquer coisa que o servidor fizesse.

O hardware supostamente comprometido, vendido pela Supermicro Computer, sediada em San Jose, na Califórnia, foi encontrado nos datacenters e operações de 30 empresas, incluindo Apple e Amazon também.

O ataque foi descoberto em 2015 pelos serviços de inteligência dos EUA, bem como pela Apple e pela Amazon, quando as empresas compraram servidores fabricados pela Supermicro Computer.

De acordo com a Bloomberg, a Amazon e a Apple descobriram os chips através de investigações internas e relataram isso às autoridades americanas. A publicação diz que não há evidências diretas de que os dados das empresas - ou dos usuários - foram roubados ou adulterados.

As placas-mãe da Supermicro são utilizadas em todo o mundo, tanto para produtos especializados como máquinas de ressonância magnética e sistemas de armas, como para datacenters utilizados por gigantes da tecnologia.

A Supermicro Computer monta seus equipamentos em San Jose, mas, como a maioria das empresas de eletrônicos, terceiriza a fabricação, inclusive para empreiteiros na China.

A Apple, a Amazon e o governo chinês negaram o relatório da Bloomberg. De acordo com a publicação, a investigação da comunidade de inteligência dos EUA ainda está em andamento, três anos depois de ter sido aberta.

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