Ex-moderadora processa Facebook alegando traumas

Moderadores são bombardeados com milhares de imagens que incluem atos como abuso sexual infantil, tortura e decapitações

por Nathália Guimarães qua, 26/09/2018 - 12:03
Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo

Uma ex-moderadora que monitorou o conteúdo no Facebook por nove meses está processando a empresa, alegando que a rede social não protege adequadamente aqueles que são bombardeados com milhares de imagens que incluem atos como abuso sexual infantil, tortura e decapitações.

A ação legal foi registrada na Califórnia, EUA, pela ex-funcionária Selena Scola. Ela trabalhou nos escritórios do Facebook em Menlo Park e Mountain View por nove meses a partir de junho de 2017, sob um contrato através da Pro Unlimited, uma empresa de recrutamento sediada na Flórida.

De acordo com seus advogados, ela desenvolveu um transtorno de estresse pós-traumático como resultado da exposição constante a imagens altamente tóxicas e extremamente perturbadoras em seu local de trabalho.

Em resposta ao caso, o Facebook disse que seus 7.500 moderadores têm acesso total aos recursos de saúde mental. A rede social também usa inteligência artificial para a atividade e afirmou que uma de suas principais prioridades é melhorar a tecnologia para que o desagradável trabalho de monitorar imagens e vídeos perturbadores possa ser feito totalmente por máquinas.

"Nós reconhecemos que esse trabalho pode ser difícil. É por isso que levamos o suporte de nossos moderadores de conteúdo incrivelmente a sério, começando com seu treinamento, os benefícios que recebem e garantindo que todas as pessoas que revisam o conteúdo do Facebook recebam apoio psicológico e recursos de bem-estar", informou o Facebook, em comunicado repercutido pela BBC.

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