Uganda cobra imposto para cidadãos usarem WhatsApp

Ugandenses precisam desembolsar cerca de R$ 0,20 por dia

por Nathália Guimarães sex, 06/07/2018 - 10:00
Wikimedia Commons Medida entrou em vigor no último dia 1º de julho Wikimedia Commons

Uganda implementou um controverso imposto diário sobre os cidadãos para que eles tenham acesso a plataformas de mídia social como WhatsApp, Facebook, Twitter e Skype. A medida entrou em vigor no último dia 1º de julho.

Segundo o site Quartz, as grandes empresas de telecomunicações, MTN, Airtel e Africell, criaram menus especiais para os usuários pagarem o imposto ou ter acesso negado a uma lista de 58 sites, aplicativos e plataformas de chamadas de voz.

Embora o governo de Uganda tenha suspendido o acesso à internet no passado, principalmente no período que antecedeu as eleições de fevereiro de 2016, nunca havia implementado oficialmente o bloqueio segmentado de sites ou aplicativos em escala.

Os cidadãos precisam desembolsar cerca de 200 xelims ugandeses (o equivalente a R$ 0,20) por dia. O pacote por semana sai por R$ 1,42 e por mês R$ 6,08. Segundo dados do Banco Mundial (Bird), cerca de 22% da população tem acesso à internet no país.

A Anistia Internacional (AI) pediu às autoridades ugandenses que suspendam o imposto, chamando a taxa de uma clara tentativa de minar o direito à liberdade de expressão no país do leste da África.

"Ao fazer as pessoas pagarem pelo uso dessas plataformas, esse imposto tornará essas vias de comunicação inacessíveis para pessoas de baixa renda, roubando delas o direito à liberdade de expressão, com um efeito inibidor em outros direitos humanos", disse a diretora da AI para a África Oriental, Joan Nyanyuki.

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