Facebook fecha o cerco contra anúncios políticos no Brasil

Rede social diz que a medida chega para evitar interferências nas eleições

por Nathália Guimarães sex, 29/06/2018 - 12:15
Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo

O Brasil será o segundo país a ter a ferramenta de categorização de anúncios políticos do Facebook, anunciou a empresa nesta quinta-feira (28). A partir de 16 de agosto, todos as publicidades deste tipo feitas no Facebook, Instagram e Messenger serão identificadas com as informações de quem pagou pelo impulsionamento da publicação.

"A grande maioria dos anúncios no Facebook é gerenciada por organizações legítimas – seja uma pequena empresa à procura de novos clientes, um grupo que arrecada dinheiro para a sua causa ou um político concorrendo a um cargo. Mas temos observado que pessoas mal-intencionadas também podem abusar de nossos produtos", informou o Facebook.

O anúncio é o último esforço da empresa de Mark Zuckerberg para combater a manipulação em sua plataforma na sequência de revelações de que agentes russos espalharam informações falsas no site para influenciar a eleição presidencial dos EUA de 2016.

Nas novas regras de transparência política do Facebook, todos os anúncios com conteúdo político serão colocados em um arquivo que inclui as identidades de quem paga por eles e os dados demográficos de quem visualizou o post por até sete anos.

Os anunciantes também devem passar por um processo de verificação estabelecendo sua localização e sua identidade. O Facebook reconhece, porém, que este é apenas mais um passo para evitar futuras interferências nas eleições.

"Essas alterações não impedirão totalmente o abuso. Estamos enfrentando adversários inteligentes, criativos e bem financiados, que mudam suas táticas à medida que detectamos abusos. Mas acreditamos que elas ajudarão a evitar futuras interferências nas eleições no Facebook", informou a rede social.

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