Google é acusado de discriminar funcionários homens

Ex-engenheiro demitido no ano passado está por trás do processo

por Nathália Guimarães sex, 15/06/2018 - 12:02
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O Google foi acusado de discriminar homens brancos conservadores em uma ação coletiva movida por dois ex-engenheiros. A dupla diz que quer representar todos os funcionários discriminados devido às suas percepções políticas, sexo masculino e raça caucasiana.

James Damore, demitido no ano passado por causa de um memorando polêmico, está por trás do processo. Ele afirma que o Google emprega cotas de contratação ilegais para preencher cargos com mulheres e minorias.

Ele acusa a empresa de não proteger funcionários com opiniões conservadoras, incluindo aqueles que apoiam o presidente dos EUA, Donald Trump. Um porta-voz do Google disse que a empresa está ansiosa para se defender da ação no tribunal.

O processo diz que os homens foram abertamente ameaçados e submetidos a assédio e retaliação na empresa. Além disso, diz que o Google envergonha abertamente os gerentes que não atingem as metas, e até mesmo os vaiam nas reuniões.

Na ação, James Damore disse que o seu memorando tinha a intenção de permanecer interno e foi escrito em resposta a um pedido de feedback de uma cúpula de diversidade e inclusão que ele havia participado.

Quando Damore perdeu o emprego, o CEO do Google, Sundar Pichai, disse que partes do memorando violaram o código de conduta da empresa e passaram dos limites ao promover estereótipos de gênero prejudiciais na empresa.

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