Notícias falsas e crimes cibernéticos assombram a internet

Pesquisador de comunicação adverte: as redes sociais não podem ser espaços livres para todo o tipo de postagem

seg, 30/04/2018 - 16:54

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A internet determina grandes mudanças culturais no mundo inteiro. Hábitos, rotinas, práticas sociais se transformam em ritmo alucinado, com efeitos positivos e negativos na comunicação e na vida das pessoas. 

Doutorando em Ciência da Comunicação, professor e diretor de Mídias da Universidade da Amazônia (Unama), Mário Camarão explica que a internet é um reflexo do que vivenciamos no dia a dia. “A internet, as redes sociais acabam reproduzindo tudo aquilo que nós vivenciamos no nosso dia a dia, da educação aos relacionamentos amorosos, religião, política, vivências das mais variadas possíveis, porque nós estamos lidando com uma reprodução do que vivenciamos aqui”, diz Mário.

Toda ação tem uma reação, como explica a terceira lei de Newton, e na internet não é diferente. Mário Camarão fala que é necessário ter cuidado com que é postado na internet, e não acreditar em tudo sem conferir se é verdadeiro ou não. “As pessoas acabam confundindo e achando que nesse espaço virtual há outra maneira de lidar com as situações e nós sabemos que não. Tudo o que acontece na internet tem punição. Pra isso existe delegacia virtual que proíbe e coíbe os crimes virtuais”, afirma.

Amanda Jales, estudante de Arquitetura, conta que a internet ajudou a sua vida. Com problemas pessoais, ela chegou a passar dois anos sem fazer nada, só dentro de casa e utilizando a internet 24 horas. Ali, porém, a jovem também encontrou uma razão para viver. “Por conta de problemas pessoais que eu já tive há alguns anos, houve um momento da minha vida que eu não fazia nada. Eu simplesmente ficava em casa, eu passei dois anos em casa, então a internet era meu mundo. Aquilo era onde eu vivia, passava o meu tempo e gastava tudo de mim”, afirma Amanda. “Encontrei uma forma de me ajudar. Foi na internet, através de grupos do facebook, quando comecei a conversar com as pessoas que precisavam também de ajuda assim como eu precisava no início”, relata.

A estudante de Jornalismo Ana Victória Botelho conta que quando compartilha informação na internet sempre busca saber se é verdadeira, porém os familiares não têm esse cuidado. “Eu utilizo bastante a internet, para estudar, fazer trabalho, uso o facebook, pois como estudo Jornalismo acho que é um dos lugares onde se encontram notícias com facilidade. Sempre quando compartilho procuro checar se a noticia é verdadeira. Meus familiares não têm esse cuidado, mandam correntes, notícias que ninguém sabe de onde veio, e nem sabem de onde é a fonte”, diz.

Thais Valente, estudante de Jornalismo, conta que foi vítima de um crime cibernético. “Uma pessoa tentou difamar a minha imagem, criou um perfil com o meu nome e sobrenome, número de telefone e bairro onde eu moro em um site de garotas de programa, um site em que não tem como eu denunciar esse perfil, e fui vítima de assédio moral e sexual por ligações e mensagens no whatsapp”, conta.

O rápido compartilhamento de informações tem sido um campo fértil para a propagação de notícias falsas. "Na internet, assim como eu tenho uma infinidade de conteúdos que me dão prazer,  educação, entretenimento, eu também tenho conteúdos que acabam desvirtuando, ou seja, são desvirtuantes, crimes”, destaca  Mário Camarão.

Por Maria Clara Silva.

 

 

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