Dados de Zuckerberg também foram violados

A revelação foi dada após a congressista democrata da Califórnia, Anna Eshoo, perguntar a ele se "os dados pessoais foram incluídos na violação"

qua, 11/04/2018 - 13:21
Jason McELweenie/Wikimediacommons O executivo pediu desculpas novamente pelo vazamento de dados de cerca de 87 milhões Jason McELweenie/Wikimediacommons

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, revelou nesta quarta-feira (11), durante sua audiência na na Comissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes, em Washington, nos EUA, que até mesmo os dados de sua conta na rede social foram afetados no escândalo envolvendo a empresa britânica Cambridge Analytica.

A revelação foi dada após a congressista democrata da Califórnia, Anna Eshoo, perguntar a ele se "os seus dados pessoais foram incluídos na violação da Cambridge?". Zuckerberg apenas confirmou, mas não deu mais detalhes.

Durante a audiência, o executivo pediu desculpas novamente pelo vazamento de dados de cerca de 87 milhões, sendo 443.117 brasileiros, de usuários para fins eleitorais.

Ao ser questionado pelo congressista Frank Pallone se estava comprometido em mudar as configurações padrão da rede, Zuckerberg afirmou que essa questão não dava para ser respondida apenas com uma palavra. Além disso, o fundador do Facebook defendeu que sua companhia não vende os dados de seus usuários para publicidade. No entanto, em um outro momento, disse que a rede coleta algumas "informações por motivos de segurança e anúncio".

"Mesmo que alguém não esteja logado, rastreamos determinadas informações como quantas páginas estão acessando, como medida de segurança. Para publicidade, também é executada uma rede de terceiros que rastreia a segmentação de anúncios", explicou.

Hoje é o segundo dia desta semana que Zuckerberg fala ao Congresso norte-americano sobre o escândalo em relação aos dados usados pela Cambridge Analytica, que foram obtidos por meio de um aplicativo desenvolvido por um acadêmico russo. Ele tinha autorização para acessar as informações dos usuários, mas não para repassá-las a terceiros.

A consultoria política prestou serviços para a campanha de Donald Trump e a grupos pró-Brexit.

Da Ansa

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