Meltdown e Spectre atingem computadores, smartphones e TVs

Fabricantes admitem que correções são soluções paliativas e que não há como garantir 100% de proteção em equipamentos fabricados nas últimas décadas

por Wagner Silva sex, 05/01/2018 - 09:33

Após divulgar que começou a trabalhar nas soluções paliativas para conter as ameaças evidenciadas na última semana (Meltdown e Spectre), a Intel anunciou que vai liberar atualizações para 90% de seus processadores já na próxima semana. Os updates estarão disponíveis para os processadores da empresa com data de fabricação inferior a cinco anos, apesar de algumas empresas afirmarem que o problema ocorre com dispositivos de até 20 anos de idade.

Segundo comunicado da própria empresa, a Intel pretende criptografar o caminho usado para troca de informações entre o Kernel (que pode ser descrito como parte do cérebro do computador) e os processos. É como tentar se mascarar para não ser reconhecido na multidão, porém especialistas e hackers mais habituados ao funcionamento dos equipamentos saberão onde está a vulnerabilidade, segundo o site Engadget.

Em nota, a Microsoft defendeu seus produtos da linha Surface dizendo que não conhece nenhum caso de ataque relacionado ao equipamento que usa a arquitetura ARM. De acordo com a empresa, um pacote de atualizações já disponíveis para o Windows 10 evita a exposição de dados relacionados ao Meltdown e ao Spectre.

Vale lembrar que essas falhas são provenientes do design dos chipsets dos processadores e que é impossível saber se o computador já foi invadido ou vazou informações por meio desses dois artifícios, usados para acelerar a velocidade de processamento das máquinas que utilizam processadores AMD, ARM ou Intel.

De acordo com comunicados à imprensa a Intel diz que as correções afetarão o desempenho de forma imperceptível para os usuários; a AMD atestou que não está vulnerável ao Meltdown e que correções para o Spectre poderão minimizar a falha devido às diferenças de arquitetura; e a ARM confirmou que seus chips, utilizados em diversos smartphones com chips da Qualcomm, MediaTek e Samsung, estão suscetíveis à acessos indevidos das informações.

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