Serviços de streaming de música gratuitos acabam em 3 anos

Mercado fonográfico sinaliza que "guerra contra pirataria" pode estar perto do fim graças à plataformas como Spotify e YouTube Music e todo tipo de reprodução deve ser cobrada

por Wagner Silva sex, 25/08/2017 - 15:50

O site Digital Music News publicou, nesta semana, a notícia de que há sinais de que os três maiores selos musicais vão acabar com a distribuição de música gratuita na internet. Spotify e YouTube estão na mira dessas companhias, que devem ter seus serviços de streaming gratuitos extintos de forma gradativa. Segundo a publicação, nos próximos dois ou três anos as empresas colocarão em prática esse plano.

A tática é utilizar o mesmo processo que é usado em autores famosos, cobrando um preço de acordo com a reprodução, semelhante ao que é adotado quando as gravadoras repassam músicas para as rádios, dos serviços de streaming, usando como base as leis de direitos autorais. Conforme relatado pela Digital Music News, a indústria pensa nessa possibilidade há muitos anos, por conta de o streaming ter combatido melhor a pirataria que qualquer ação do mercado fonográfico.

Outros problemas a serem enfrentados na transição são a entrada de consumidores nas plataformas e a extinção do YouTube Music. Segundo o CEO do Spotify, Daniel Ek, é necessário manter o que se convencionou chamar de “freemium”, aquela janela em que a plataforma oferece todos os serviços do site, de forma gratuita, para que o usuário opte por ter a conta paga. No caso do YouTube, a publicação diz que é tarefa fácil, devido a empresa do Vale do Silício ter um sistema de inteligência artificial que identifica violações aos direitos autorais.

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