Carros elétricos ganham destaque após declarações da UE

Países como Alemanha preveem o fim da utilização de petróleo até 2040

por Wagner Silva qui, 10/08/2017 - 17:19

Após governos sinalizarem que devem proibir carros com motores a combustão em pouco mais de duas décadas, montadoras já começaram a dar os primeiros sinais de adesão à ideia. Com estudos iniciados em meados dos anos 90, a indústria automotiva ponderou entre o uso das células de combustível, os motores a hidrogênio e motores elétricos, sendo que o último se revelou o mais viável, como comprovam os veículos comercializados por empresas como Tesla, Toyota e Nissan.

De acordo com relatório da Continental, empresa que desenvolve componentes para carros alemães, as pesquisas de novos modelos que usam o combustível fóssil devem parar em seis anos, o que indica o fim de uma era. “Uma nova geração de motores a combustão ainda deve ser desenvolvida, mas, depois de 2023, desenvolvimentos adicionais não serão mais economicamente justificáveis”, declarou o diretor financeiro da empresa, Wolfgang Schaefer.

A Tesla, empresa que trabalha exclusivamente com essa tecnologia, revelou essa semana que o novo carro da marca, o Model 3, será lançado com um novo “pacote de energia”. Na prática, o novo tipo de bateria utilizado para impulsionar os 258 cavalos de potência que garantem a velocidade máxima de 225 km/h deve permitir 500 quilômetros de autonomia com apenas uma carga.

Para concorrer com o Model 3, a montadora japonesa Nissan anunciou essa semana o lançamento do novo Nissan Leaf. O carro deve custar US$ 30 mil (cerca de R$ 95 mil), US$ 5 mil (quase R$ 16 mil) a menos que o concorrente, porém, com uma autonomia de 240 quilômetros, o que representa metade da distância alcançada pelo rival.

No Brasil, com a falta de incentivos fiscais, os modelos disponíveis são poucos e caros, além de não utilizarem exclusivamente combustíveis alternativos. Os carros híbridos que podem ser adquiridos por aqui custam de R$ 123 mil, caso do Toyota Prius que pode fazer até 30 km/l, até o BMW i8, vendido por cerca de R$ 800 mil, um superesportivo, equipado com um motor turbo a combustão e um elétrico, que chega a percorrer 32 quilômetros utilizando exclusivamente o motor elétrico.

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