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Facebook passa a combater notícias falsas na França

Tanto o Facebook como o Google enfrentaram críticas generalizadas por permitir que notícias falsas se espalhassem durante as eleições presidenciais dos EUA

por Nathália Guimarães seg, 06/02/2017 - 11:15
Reprodução Facebook vai trabalhar com oito empresas de mídia para verificar os artigos sinalizados pelos usuários Reprodução

O Facebook lançou uma campanha para reprimir a disseminação de notícias falsas na França, antes da eleição presidencial do país ainda este ano. A rede social anunciou na segunda-feira (6) que vai trabalhar com oito empresas de mídia para verificar e filtrar os artigos que forem sinalizados pelos usuários.

Segundo o jornal francês Le Monde, um dos parceiros do Facebook, a campanha é semelhante a uma iniciativa que a rede social lançou nos EUA no final do ano passado e mais recentemente na Alemanha.

Tanto o Facebook como o Google enfrentaram críticas generalizadas por permitir que notícias falsas se espalhassem durante as eleições presidenciais dos EUA e líderes europeus expressaram preocupação de que tal desinformação possa afetar os próximos eventos políticos em todo o continente.

Sob o sistema, se um artigo é sinalizado como falso pelos usuários, ele será enviado para um portal que todas as oito empresas de mídia têm acesso, de acordo com o Le Monde. Se pelo menos duas delas confirmarem que a publicação não é confiável, o conteúdo será marcado como contestado no feed de notícias.

Além do Le Monde, os parceiros franceses do Facebook incluem a Agence France-Presse (AFP), a BFMTV, a Franceinfo, a France Médias Monde, a L'Express, a Libération e a 20 Minutes. Alguns meios de comunicação do país, no entanto, já lançaram suas próprias iniciativas para combater notícias falsas.

O jornal Le Monde compilou um banco de dados de mais de 600 sites considerados não confiáveis, e o jornal esquerdista Libération está trabalhando para criar um documento semelhante. O Le Monde descreveu a iniciativa Facebook como um experimento, e que seus primeiros resultados serão avaliados em dois meses.

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