Caso Marielle: milícia deve ter infiltrados em delegacia

A suspeita foi levantada pela Polícia Federal, após investigar informações oriundas de delações premiadas

qui, 14/03/2019 - 12:13
Reprodução/Facebook/Marielle Franco A vereadora foi assassinada em uma emboscada no dia 14 de março do ano passado Reprodução/Facebook/Marielle Franco

 A Polícia Federal está analisando, pelo menos, oito inquéritos da Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro por determinação da Procuradoria Geral da República (PGR), que suspeita de milicianos infiltrados na DH. Dentre essas investigações, estão os casos relacionados às execuções da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de Anderson Gomes, seu motorista. O assassinato dos dois completa um ano nesta quinta-feira (14)

Além disso, é destaque o assassinato de dois herdeiros de clãs da máfia do jogo do bicho, Hayton Escafura e Myro Garcia, ambos mortos em 2017. A informação é do site UOL.

A Polícia Federal apura a suspeita que a milícia conhecida como “Escritório do Crime” conte com infiltrados dentro da Delegacia de Homicídios, conforme depoimentos de depois delatores ouvidos pela PGR.

Um dos delatores, o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, afirmou que integrantes do “Escritório” pagavam uma mesada a alguns policiais da Delegacia para que investigações sobre as execuções praticadas pelo grupo paramilitar não chegassem aos responsáveis pelos crimes.

Além de Orlando, um segundo delator disse que há infiltrados entre os agentes que atuam na delegacia especializada. No último dia 21 de fevereiro, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis de pessoas citadas pelos delatores.

Dentre eles, o ex-deputado estadual e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Brazão. Ele é suspeito de obstruir a investigação do caso Marielle e chegou a ser preso no âmbito da Operação Quinto do Ouro, em março de 2017, que apura esquema de propina no TCE do Rio de Janeiro.

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