Políticos comentam prisão de suspeitos de matarem Marielle

Através de suas redes sociais, os políticos aproveitaram para pedir celeridade na elucidação do crime que tirou a vida de Marielle Franco e Anderson Gomes

por Pedro Bezerra Souza ter, 12/03/2019 - 12:16
Reprodução/Facebook/Marielle Franco A vereadora Marielle Franco foi assassinada na noite do dia 14 de março, no Rio de Janeiro Reprodução/Facebook/Marielle Franco

Após policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro terem prendido, na madrugada desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 46, como possíveis participantes do crime que vitimou a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o seu motorista Anderson Gomes, nomes da política se pronunciaram sobre o caso.

O candidato à Presidência da República pelo PSOL nas eleições do ano passado, Guilherme Boulos, afirmou que “as prisões de hoje são um passo importante para saber quem matou Marielle e Anderson”. Boulos ainda disse que é preciso investigar se o fato de um dos presos ser vizinho do presidente Jair Bolsonaro é coincidência ou não. “De todo mundo, segue a questão: quem mandou matar Marielle?”, insistiu.

A deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, alfinetou a proximidade residencial dos suspeitos com o presidente Bolsonaro. “Um mora no condomínio de Bolsonaro, outro tem sobrenome Queiroz. A princípio não quer dizer nada. Mas os antecedentes da família Bolsonaro, que abrigou um Queiroz e homenageou milicianos, requer investigação criteriosa de possíveis relações” sugeriu a deputada.

Sucinto, o deputado federal pelo PSOL e que ocupou a vaga deixada por Jean Wyllys, David Miranda, perguntou: "quem mandou matar Marielle e Anderson?". Já o também deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, disse que o assassinato de uma vereadora é um crime político.

“Por isso é fundamental sabermos qual grupo político é capaz de, em pleno século XXI, mandar eliminar uma autoridade pública que tenha cruzado seu caminho. Precisamos descobrir quem são os mandantes da execução de Marielle Franco”, complementou Freixo.

O senador pernambucano pelo Partido dos Trabalhadores, Humberto Costa, usou sua conta do Twitter para dizer que “o sargento Lessa pego em casa, no condomínio de luxo onde mora Bolsonaro. Bolsonaro, que atacou uma repórter, cujo pai, jornalista, investigava o assassinato. Quanta coincidência!”

O caso completará um ano na próxima quinta-feira (14) e, até então, ninguém havia sido preso. A denúncia afirma que Ronnie é o autor dos 13 disparos que mataram as vítimas e ele estaria no banco de trás do carro que perseguiu o veículo da vereadora.

Já Élcio estaria dirigindo o Cobalt. As informações dão conta de que eles estavam saindo de suas casas quando foram presos. Eles não resistiram à prisão e nada disseram aos policiais.

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