Lula manda recado: “Podem ter certeza, vou ser candidato”

O ex-presidente disse que pretende voltar ao comando do Palácio do Planalto para 'recuperar a soberania do povo brasileiro'

por Giselly Santos ter, 10/07/2018 - 10:09
Brenda Alcântara/LeiaJáImagens/Arquivo A postura do ex-presidente foi exposta dois dias depois que um imbróglio jurídico se formou em torna da sua eventual soltura Brenda Alcântara/LeiaJáImagens/Arquivo

As redes sociais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm sido meio de divulgação das cartas e mensagens encaminhadas pelo petista desde que ele foi preso em abril deste ano. Nesta terça-feira (10), um novo “recado de Lula” foi exposto pelo partido. Na mensagem, o ex-presidente reafirma que será candidato e crítica a política de privatização adotada pelo governo do presidente Michel Temer (MDB).  

“É muito triste que parte do patrimônio público, construído com muito sacrifício pelo povo brasileiro a partir da metade do século XX, esteja sendo vendido de forma irresponsável, a preço de banana, para encobrir a ilegitimidade de um golpista para abrir mão de qualquer soberania que um país precisa ter e consolidar o complexo de vira-lata que a elite brasileira sempre teve em relação aos EUA”, disse Lula.

Em uma colocação curta e sem citar a quais patrimônios se referia especificamente, Lula também reforçou: “Podem ter certeza, vou ser candidato para, entre outras coisas, recuperar a soberania do povo brasileiro”.

A postura do ex-presidente foi exposta dois dias depois que um imbróglio jurídico se formou em torna da sua eventual soltura. No último domingo (8), um pedido de habeas corpus favorável a ele foi concedido pelo plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), desembargador Rogério Favreto.

Lula não chegou a deixar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba porque o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, reivindicou da decisão ao relator dos processos do caso no TRF4,  João Pedro Gebran Neto. Apesar disso, Favreto insistiu na soltura e o presidente do tribunal, desembargador Thompson Flores, precisou intervir para por um fim à questão.

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