Isaltino: Petrobras não pode dar lucro à custa da merenda

Ao analisar as políticas adotadas pelo governo do presidente Michel Temer (MDB), o deputado estadual disse que tiram da educação e saúde mantendo preços que salvaguardam o mercado exterior

por Giselly Santos sab, 02/06/2018 - 10:02
LeiaJáImagens/Arquivo Na opinião de Isaltino, a Petrobras só servirá para pagar ao País o imposto de renda LeiaJáImagens/Arquivo

Com a redução de recursos federais para áreas como saúde e educação, visando atender a redução do preço do óleo diesel, o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB) questionou sobre quais interesses a Petrobras tem atendido, se os do Brasil ou do exterior. Ao analisar as políticas adotadas pelo governo do presidente Michel Temer (MDB), com cortes na ordem de mais de R$ 13 bilhões, o pessebista disse que a estatal precisa gerar lucros, mas não em detrimento da merenda escolar, por exemplo. 

“O governo brasileiro vem entregando descaradamente a riqueza do país para o capital estrangeiro e nós estamos pagando alto por isso. Tiram da educação e da saúde, mantendo uma política de preço que salvaguarda o exterior e a Petrobras, que deveria atender aos interesses do povo brasileiro”, ressaltou Isaltino.

O deputado também salientou sobre a política em estatais petrolíferas de outros países. “Será que na Statoil, estatal norueguesa, o governo não dá um direcionamento, um pitaco na política de preço?”, questiona Isaltino. “É o governo brasileiro quem tem que tomar conta dos nossos interesses. E a Petrobras é uma empresa que tem que gerar lucro, mas não à custa da merenda escolar”, retrucou.

Na opinião de Isaltino, a Petrobras só servirá para pagar ao País o imposto de renda e seu lucro será repassado diretamente aos acionistas estrangeiros.

“Essa é a condução cruel desse governo ilegítimo. Temos um patrimônio nacional, uma empresa que descobriu a maior reserva de petróleo recente do mundo, o pré-sal, mas que será entregue aos Estados Unidos”, explica. “E se não chegar essa redução de R$ 0,46% na bomba, casado com um governo federal sem qualquer autoridade, correremos sérios riscos de tudo parar novamente”, completou.

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