Boulos: 'Candidatos de direita e centro representam Temer'

Para o presidenciável do PSOL, alguns nomes desses campos políticos estão 'disfarçados', mas fazem parte da defesa do projeto instalado pelo governo do presidente Michel Temer

por Giselly Santos qua, 16/05/2018 - 11:52
Júlio Gomes/LeiaJáImagens Boulos também avaliou a unidade pregada entre os partidos de esquerda Júlio Gomes/LeiaJáImagens

Pré-candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL) fez um panorama do cenário político-eleitoral do país, nesta quarta-feira (16), e afirmou que todas as candidaturas já colocadas por partidos de direita ou centro representam o projeto do presidente Michel Temer (MDB). Na ótica do psolista, que está no Recife para cumprir uma série de agendas, isso ficará claro durante a campanha e os eleitores "não vão mandar dois Temer para o segundo turno". 

"Se você pega candidaturas de direita ou centro-direita no país, todas representam Temer. Algumas disfarçadas outras assumidas”, observou, sem citar nomes, pouco antes de dizer que “seguramente no segundo turno terá uma candidatura do campo progressista [de esquerda]”, pois “Temer é o presidente mais rejeitado que o país já teve” e, para ele, uma boa parcela da população não quer a manutenção da gestão emedebista, mesmo que com outro nome. 

Guilherme Boulos também projetou que, em caso de segundo turno, os partidos de esquerda estarão juntos quer o candidato seja ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), ou a deputada Manuela D’Ávila. “O campo progressista precisa ter unidade para combater Temer. É natural que estejamos unidos quem quer se seja o candidato”, salientou.

Unidos, mas não tanto

Apesar disso, o presidenciável descartou que ele, Ciro, Manuela e Lula formem uma unidade eleitoral para o primeiro turno. De acordo com Boulos, a frente permanente integrada por esses partidos é democrática e não eleitoral, porque no último campo há diversas divergências entre eles. 

“[A unidade no primeiro turno] não está colocada. Existem várias candidaturas próprias que estão rodando o Brasil e com muitos pontos em comum, para isso a unidade democrática, mas elas têm divergências que são expostas no debate eleitoral”, destacou.

“Temos uma crise democrática grave e a condenação sem provas de Lula é algo inadmissível. Quando se condena alguém sem prova é a democracia que está em jogo. Não podemos ser coniventes com essa injustiça. Vivemos uma união democrática que não pode ser confundida com união eleitoral… Queremos a convivência entre várias candidaturas, sem jogar as divergências para debaixo do tapete”, complementou.

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