Rio: Família de Marielle se reúne com a Polícia Civil

O encontro aconteceu na tarde desta segunda-feira (16), na sede da Polícia Civil, e também contou com a presença de familiares do motorista Anderson Gomes. Delegado assegurou que as investigações estão adiantadas

por Mellyna Reis seg, 16/04/2018 - 17:30
Lucas Jatobá/Anistia Internacional/Divulgação Militante cobra explicações sobre a morte da vereadora um mês após o crime Lucas Jatobá/Anistia Internacional/Divulgação

RIO DE JANEIRO - Os familiares da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, assassinados há pouco mais de um mês, se reuniram com o chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Rivaldo Barbosa, na tarde desta segunda-feira (16), na sede do órgão. O deputal estadual Marcelo Freixo (PSOL) também participou do encontro. 

O propósito da reunião era explicar o andamento das investigações, contudo, sem repassar os detalhes do inquérito, que corre sob sigilo na justiça. "Entendemos e compreendemos os anseios da família e da sociedade por uma resposta rápida, mas a Polícia Civil tem seus protocolos e eles estão sendo seguidos. Estamos nos empenhando ao máximo para esclarecer o mais rápido possível esse caso", justificou o delegado Rivaldo Barbosa. 

Estiveram presentes a esposa de Anderson, Agatha Reis, e o cunhado dele, Roberto Vilela Junior, além do pai e mãe de Marielle, Antonio Francisco e Marinete da Silva, a filha dela, Luyara Francisco, e a esposa da parlamentar, Mônica Benício, que disse estar mais acalentada após a conversa.

"Estamos todos cientes de que não é um caso fácil, mas estamos diante de uma equipe técnica altamente qualificada cuidando das investigações que nos garantiram não qualquer resultado, mas o resultado correto. Estamos aguardando e aguardaremos o tempo necessário que for para ter a verdade, para ter este caso esclarecido como deve ser, com justiça", enfatizou Mônica. 

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann confirmou mais cedo, em entrevista à Rádio CBN Rio, que a principal linha de investigação da polícia é de que o crime tenha envolvimento de milícias e enfatizou que casos de maior complexidade levam mais tempo para serem concluídos.

"Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas. Eu diria que, hoje, apenas uma delas e os investigadores têm caminhado bastante adiante. Essa hipótese mais provável é a atuação de milícias no Rio de Janeiro", afirmou. 

A parlementar atuou por dez anos na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), junto ao gabinete de Freixo, que investigou a atuação de grupos paramilitares, que resultou no indiciamento de 225 pessoas na chamada CPI das Milícias, aberta em 2008.   

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