'Se o Lula sai, eu cresço', projeta Ciro Gomes

Presidenciável declarou que vê inconsistências na candidatura de Jair Bolsonaro, que ocupa o segundo lugar nas pesquisas

por Giselly Santos ter, 13/03/2018 - 09:34
Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo Ciro Gomes ainda destrinchou as prioridades do seu programa de governo Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT) afirmou que se a postulação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for realmente inviabilizada, ele crescerá na disputa podendo chegar ao segundo turno. Ao avaliar o cenário atual, o pedetista disse que o líder-mor petista “sombreia” as chances dele. De acordo com um levantamento da CNT/MDA divulgado no último dia 6, com Lula na disputa Ciro aparece com 4,3% das intenções, já na ausência do ex-presidente, o cearense sobe para 8,1%. 

“Lula está bem na frente e sombreia as minhas chances. Entretanto não consigo visualizar o Lula candidato. Lamento muito, não gosto disso, lamento isso, mas constato. Portanto cresce muito a minha responsabilidade. Se o Lula sai, eu cresço”, avaliou o pedetista, em entrevista à imprensa antes de participar de evento em São Paulo na noite dessa segunda-feira (12). 

Apesar do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) vir sempre liderando o pleito sem o petista, Ciro acredita que além dele, o segundo turno também será composto pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). “Vejo muita inconsistência no Bolsonaro, grave inconsistência”, disparou. 

Promessas 

Ciro Gomes ainda destrinchou as prioridades do seu programa de governo e disse que “o próximo presidente tem que se dar ao trabalho de unir”. Direcionando o discurso para as propostas ao mercado econômico,  o pedetista declarou que jamais assinaria um documento com propostas como as previstas pela Carta ao Povo Brasileiro, subscrita por Lula em 2002. 

“Jamais assinaria aquela carta, aquilo subalterniza a autoridade do presidente. Elege no lugar do povo uma força que não deveria prevalecer sobre o conjunto da população”, frisou. “Posso prometer que no meu governo não haverá susto. Ninguém precisará ter medo”, completou Ciro. 

O presidenciável também deixou claro que pretende fazer reformas, mas sustentou que as discussões sobre as mudanças previstas devem ter, no mínimo, seis meses de debate. 

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