O Brasil está ‘atrasado’ sobre legalizar aborto, diz Jean

O deputado federal argumentou que legalizar o aborto vai evitar morte de mulheres e que elas que devem decidir quando querem ter filhos

por Taciana Carvalho ter, 13/03/2018 - 17:24
 Antônio Augusto/ Câmara dos Deputados Antônio Augusto/ Câmara dos Deputados

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) contou que se reuniu, nessa segunda-feira (12), com a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos onde foi aprovada uma proposta de declaração para que o Parlasul [Parlamento do Mercosul] reconheça algumas demandas em relação ao Dia Internacional da Mulher. Entre as solicitações, uma recomendação específica: que todos os parlamentos dos países membros avancem na descriminalização da interrupção da gravidez indesejada.

O deputado disse que legalizar o aborto vai evitar mortes de mulheres e criticou a Câmara dos Deputados do Brasil afirmando que é tomada “por fundamentalistas e conservadores”. “Que ainda não aceitou sequer iniciar o debate desse projeto tão necessário para evitar as mortes de mulheres por abortos inseguros e garantir o direito de todas elas a decidir se e quando querem ter filhos, porque a gravidez é escolha e não destino. Meu projeto, além de legalizar o aborto, estabelece políticas públicas para a educação sexual, prevenção da gravidez indesejada e o acesso aos métodos contraceptivos”, ressaltou.

Jean Wyllys falou que o Brasil está “muito atrasado nessa luta”. “Em 2015, eu apresentei o PL 882, inspirado na campanha pelo aborto seguro, legal e gratuito da Argentina e nas leis espanhola e uruguaia e elaborado em parceria com o setorial de mulheres do PSOL e com diversos movimentos feministas”, reiterou. 

O psolista ainda ressaltou que, na semana passada, mais um projeto de lei em referência ao “aborto seguro, legal e gratuito” foi apresentado no Congresso da Argentina com assinaturas de mais de 70 parlamentares decidindo por avançar nessa discussão. 

Ele também se colocou a favor de que o Mercosul aprove recomendações para que os países contemplados se posicionem “contra as violências e desigualdades de gênero, das diferentes formas de opressão e discriminação contra as mulheres, e assumam o compromisso com os direitos trabalhistas das mulheres afetadas pela precarização, a desigualdade salarial e o assédio sexual nos locais de trabalho”. 

 

 

 

 

 

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