Maioria concorda que “bandido bom é bandido morto”

A nova pesquisa do Instituto de Pesquisas UNINASSAU mostra que 48% concordam com a frase e 20% discordam

por Taciana Carvalho sex, 13/10/2017 - 00:00
Vladimir Platonow/ Agência Brasil Vladimir Platonow/ Agência Brasil

No novo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas UNINASSAU, a maioria dos recifenses estão de acordo com a seguinte afirmação polêmica: bandido bom é bandido morto. A pesquisa revelou que 48% concordam com a frase contra 20% que discordaram. Os que concordaram parcialmente são 27% e 4% não souberam ou não quiseram responder.

Para os entrevistados pelo Instituto UNINASSAU, o principal motivo que leva uma pessoa a ser assassinada são as drogas/tráfico (37%), em seguida de assaltos (10,3%), violência (5,5%), o crime (5%), desemprego (4%), falta de policiamento e/ou de segurança (3,5%). Ainda há os que acreditam que a falta de humanidade (3,2%), a impunidade (3,1%), ser bandido (2,4%), o desespero e dívidas (2,1%), além de outros como brigas (1,6%) e  ciúmes/traição (1,6%) estão associados aos assassinatos. Poder e dinheiro, o reflexo de um governo fracassado e a violência contra a mulher também entraram na lista com 1,4%, cada. 

50% dos recifenses também acham que a maior parte das pessoas são assassinadas por estarem envolvidas com crimes; 41% acreditam que são as envolvidas com crimes e trabalhadores e 8% creem que as maiores vítimas fatais são apenas trabalhadores. 

O coordenador do Instituto UNINASSAU, Adriano Oliveira, explica que os dados mostram que esses homicídios não geram perda de votos para os governantes. “Porque o eleitor vê que esse pessoal está morrendo em virtude de estarem envolvidas com crimes. Foi isso que a pesquisa mostrou revelando, em particular, que estão envolvidas com o tráfico e drogas, portanto o homicídio em si não pode ser responsável por uma variável que venha a gerar impopularidade dos governantes”, declarou. 

 

COMENTÁRIOS dos leitores