Edilson critica o PT e Lula: “errou e errou muito”

Para deputado, o ex-presidente optou pelo caminho errado e a ex-presidente Dilma não honrou 100% o programa de governo

por Taciana Carvalho sab, 16/09/2017 - 09:08
Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo

Após sair em defesa do Partido dos Trabalhadores (PT) durante algumas entrevistas destacando que deseja que a legenda acerte cada vez mais para que possa existir mais força na luta da esquerda, o deputado estadual Edilson Silva (PSOL) falou que o PT errou ao não ter feito uma “revolução política”. A declaração foi feita durante entrevista concedida à Rádio Jornal, na tarde dessa sexta-feira (16).

“É inegável que o lulismo trouxe aspectos positivos. Mas veja, existe uma situação, um debate tratando disso: onde foi que o PT errou e errou muito por não ter feito uma revolução política”, declarou.

Edilson disse que Lula teve “em suas mãos” um capital político de forma que não teria que se submeter a uma relação com a Câmara dos Deputados. “Foram mais de dois milhões de pessoas na Esplanada, ele não precisava. Esse caminho que o Lula optou foi o caminho errado e o nosso entendimento é que esse foi o caminho que embasou o golpe”. 

“A insistência do presidente nessa tese de construir uma coalizão ampla com setores que estão do outro lado dessa luta que vivemos na sociedade brasileira para ganhar uma eleição”, falou ao também destacar que a base de apoio deveria estar com os trabalhadores, mídias republicanas, com as donas de casas e em outras forças vivas da sociedade. 

O deputado também falou sobre Dilma. “O fato da presidente não ter honrado 100% o programa que a fez ser presidente acabou contribuindo também. Parte dessa agenda que o país precisa não foi encaminhada pela presidente em 2015”, alfinetou. 

“Insistir em fazer aliança com Paulo Câmara, Sarney, Renan Calheiros é um caminho que já foi experimentado e já mostrou que nos leva para o abismo", ressaltou. Edilson também falou que a pré-candidatura à presidência da República revela que é preciso avançar em meio ao “desgaste político”, caso não afirmou que “a democracia vai se atrofiar”. 

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