"Segui o regimento", diz Maia sobre reforma trabalhista

Presidente foi criticado pela oposição ao colocar novamente para apreciação a urgência do Projeto de Lei da reforma trabalhista 24 horas depois de uma derrota em plenário

sex, 21/04/2017 - 10:40 Atualizado em: sex, 21/04/2017 - 11:50
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) minimizou na noite dessa quinta-feira (20) as críticas da oposição ao colocar novamente para apreciação a urgência do Projeto de Lei da reforma trabalhista 24 horas depois de uma derrota em plenário. "O regimento da Casa permite que o plenário aprecie novamente a urgência de um Projeto de Lei. Segui o regimento", disse Maia ao participar do 16º Fórum Empresarial, organizado pelo Grupo Lide, em Foz do Iguaçu.

Na sessão, Maia foi comparado ao ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por parlamentares de oposição, que exibiram cartazes com dizeres: "método Cunha de novo, não". "Não vamos aceitar padrão Eduardo Cunha aqui", disse na ocasião o líder do PSOL, deputado Eduardo Braga (RJ).

Nesta quinta, Maia chegou a se irritar com um jornalista que fez uma pergunta sobre os cartazes. "É do jogo da política", disse ele sobre a atitude dos parlamentares.

Embora aliados afirmem que manterão a votação do texto na comissão especial na próxima semana, o requerimento aprovado abre brecha para que a votação seja feita diretamente no plenário.

Crítica

Ao defender a reforma trabalhista diante da elite empresarial do País, Rodrigo Maia fez fortes críticas aos sindicatos, que resistem às mudanças na legislação. "Os sindicatos não querem perder a boquinha, aquilo que ganham sem nenhum esforço. Então, é legítimo que se mobilizem", disse Maia durante a cerimônia do Prêmio Lide, durante o 16º Fórum Empresarial em Foz do Iguaçu (PR).

A afirmação do presidente foi feita no momento há uma forte tendência na Casa pela extinção do imposto sindical, principal fonte de recursos dos sindicatos.

Na manhã de hoje, Maia fez novas críticas aos sindicatos, desta vez ao falar sobre a depredação da entrada do prédio da Câmara durante a votação da urgência da reforma. "Os sindicatos, com muita competência, pressionam, acuam e depredam o Congresso como fizeram na semana passada. A Polícia Civil, que deveria estar preocupada com a nossa segurança, vai ao Parlamento e quebra as entradas do Parlamento brasileiro. A gravidade de um ato como este é muito maior que pressionar parlamentares na Câmara dos Deputados", disse.

Maia defendeu que o Congresso deve enfrentar essa agenda "tensa e difícil". Segundo ele, o trabalho do Legislativo está fundamentado em dois eixos. O primeiro é a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária na Câmara e no Senado até o meio do ano. O outro eixo é aprovar no segundo semestre avançar a reforma tributária no Congresso.

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