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Ministro diz que será feita uma “revolução” na educação

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), afirmou que a reforma do ensino médio é um passo decisivo protagonizando os jovens como “donos do seu destino”

por Taciana Carvalho seg, 13/03/2017 - 16:20
Reprodução/Facebook Reprodução/Facebook

Em tom de discurso, durante evento em Rio Verde, no estado de Goiás, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), falou sobre um dos assuntos mais polêmicos dos últimos meses: a reforma do Ensino Médio, aprovada pelo Senado Federal, no último dia 8 de fevereiro. O ministro afirmou que uma "revolução" deverá acontecer na educação brasileira. 

Mendonça Filho disse que o Brasil é um dos poucos países do mundo que possui um currículo escolar onde não se valoriza “o protagonismo e a vontade dos jovens”. “Colocamos na pauta. Muitos diziam que não houve debate, mas esse é um tema que se debate no âmbito da educação, há vinte anos, e no Congresso Nacional, há cinco anos, mas faltava decisão política de levar adiante. Algo que estava errado e que ainda está errado porque se encontra em processo de mudança”. 

Ele afirmou que é necessário enfrentar essa realidade que provocou, ao longo de décadas, evasão escolar e até perda de desempenho em áreas fundamentais. “Em áreas fundamentais como português e matemática onde os jovens do Brasil conhecem menos português e matemática. Isso e trágico”. 

“Nós conseguimos aprovar a reforma do ensino médio. Eu agradeço a cada um dos parlamentares que cooperaram nessa direção. É um passo decisivo protagonizando os jovens como dono do seu destino e definidor de suas prioridades em sua formação”, acrescentou. 

O democrata também disse que é preciso valorizar políticas públicas antigas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) afirmando que o programa, popularmente conhecido como Merenda Escolar, não tinha um reajuste desde 2009. 

“O Governo Federal não reajustava o valor, o que significava, na prática, que o custeio da merenda foi bancada esses anos todos pelos municípios. Isso não é justo e é por isso que o presidente Temer decidiu, recentemente, reajustar o valor do repasse em 20%. É pouco diante da defasagem, mas é uma defasagem de oito anos. Ninguém corrige uma situação de oito anos em apenas poucos meses de governo, mas é a sinalização de um governo que tem preocupação verdadeira não com o discurso, mas com o chamado Pacto Federativo com a valorização dos municípios do Brasil”, pontuou. 

Mendonça Filho declarou, em primeira mão, que Temer “encomendou” um reajuste para beneficiar o Programa Nacional de Transporte Escolar. “Antes do final do primeiro semestre deste ano, nós vamos reajustar também o programa de agindo de forma concreta. Atuando para fortalecer o Pacto Federativo e o papel dos municípios é que a gente vai fazer com que a educação no Brasil avance”. 

Ele ainda falou sobre os professores salientando que é necessária a valorização da classe. “Temos essa consciência. Ano passado nós antecipamos o repasse do Fundeb para cumprir o piso nacional”. 

 

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