Líder oposicionista Guaidó é investigado na Venezuela

Controlador-geral do país, Elvis Amoroso afirmou na televisão estatal que decidiu investigar o patrimônio de Guaidó porque ele supostamente "ocultou ou falseou dados"

seg, 11/02/2019 - 21:05
Foto: FEDERICO PARRA/AFP Em aberto desafio ao presidente Nicolás Maduro, que rejeita que seu país necessite de ajuda humanitária, Guaidó disse em sua conta no Twitter que entregou um carregamento de alimentos para crianças e grávidas Foto: FEDERICO PARRA/AFP

A Controladoria Geral da Venezuela anunciou nesta segunda-feira a abertura de uma investigação sobre o patrimônio do líder oposicionista Juan Guaidó, em uma nova escalada no enfrentamento entre o governo e a Assembleia Nacional. Paralelamente, Guaidó, autoproclamado presidente interino, afirmou que entregou a uma associação civil um primeiro carregamento de ajuda humanitária.

Em aberto desafio ao presidente Nicolás Maduro, que rejeita que seu país necessite de ajuda humanitária, como afirma a oposição, Guaidó disse em sua conta no Twitter que entregou um carregamento de alimentos para crianças e grávidas a uma entidade privada que cobre vários hospitais, denominada Associação de Centros de Saúde. Ele não mencionou onde estava essa ajuda, como a recebeu nem quem a enviou ou se chegou do exterior. Na semana passada, os Estados Unidos enviaram ajuda humanitária a Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela. Até agora, não houve permissão para a entrada do material em território venezuelano.

Maduro qualificou como um "show" os pedidos da Assembleia Nacional para deixar entrar ajuda humanitária. Ele afirmou que é preciso "derrubar as mentiras" que correm o mundo, como parte de uma guerra "psicológica, midiática" com o objetivo de que ninguém se aproxime da Venezuela nem invista no país.

Também nesta segunda-feira, o controlador-geral do país, Elvis Amoroso, afirmou na televisão estatal que decidiu investigar o patrimônio de Guaidó porque ele supostamente "ocultou ou falseou dados" em sua declaração jurada e recebeu dinheiro de entidades internacionais "sem nenhum tipo de justificativa". Fonte: Associated Press.

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