Revista do Museu Goeldi destaca pesquisa em diversas áreas

Com contribuições sobre a Amazônia e a porção meridional do continente americano, publicação apresenta conteúdo de disciplinas das Ciências Humanas

qua, 28/11/2018 - 16:36
Divulgação Boletim do Museu Goeldi reúne pesquisas recentes Divulgação

Uma revista aberta ao debate científico e à exploração do conhecimento. É assim que tem sido pautado o Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Humanas, que tem sua última edição de 2018. Com onze artigos e uma resenha, e intitulada “Territórios e espaços simbólicos”, a publicação apresenta conteúdo de Antropologia, Artes, Arqueologia, Linguística e História.

Entre os temas sobre cultura indígena estão interpretações xamânicas, saúde indígena e relações de poder, por Aristóteles Barcelos Neto. Já Alessandro Barghini, em seu “Cauim: entre comida e ebriedade”, apresenta análise sobre bebidas fermentadas para além de suas características narcóticas e intoxicantes, as terapêuticas.

A edição também traz estudo sobre saúde indígena afetada por projetos hidrelétricos e de mineração. Esse é o caso de “Licenciamento ambiental de grandes empreendimentos: quais os limites para avaliação de impactos diretos e indiretos em saúde? Estudo de caso na terra indígena Wajãpi, Amapá”. 

Da linguística, a contribuição se dedica ao Apurinã da família Aruák, falada no sudeste do Amazonas, tendo Marília Freitas e Sidney Facundes como autores. 

Evidenciando as representações de natureza e ambiente, José Carlos Radin e Claiton da Silva discutem a história do território do Contestado sobre os limites entre os estados do Paraná e de Santa Catarina em “Um vasto celeiro: representações da natureza no processo de colonização do oeste catarinense (1916-1950)”. Os autores contam como empresas colonizadoras passaram a comercializar terras, em lotes destinados à agricultura de âmbito familiar, em especial aqueles vindos da Europa e que viviam nas colônias do sul do Brasil.  

Ainda no campo da História, mas agora do norte do Brasil, Cláudio Ximenes e Alan Coelho destacam, no artigo “O botânico João Barbosa Rodrigues no Vale do Amazonas: explorando o rio Capim (1874-1875)”, os estudos geográficos, hidrográficos, botânicos e zoológicos resultados da viagem de José Barbosa Rodrigues (1842-1909) patrocinada pelo Império.

As artes plásticas são alvo de historiografia de autoria de Gil Vieira Costa em “Estela Campos e os momentos iniciais do abstracionismo no Pará (1957-1959): hipóteses sobre invisibilidades na história da arte”. O autor analisa três exposições da artista para argumentar sobre a consolidação de Estela Campos no abstracionismo. 

O Boletim Ciências Humanas completa 124 anos em 2018, construído com a colaboração de autores e pesquisadores das diversas instituições de pesquisas do Brasil e do mundo. Para 2019, a meta é publicar em caráter contínuo os conteúdos de suas edições, tendência observada no campo das revistas científicas, que torna mais rápida a disponibilização do conhecimento.

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Da assessoria do Museu Goeldi.

 

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