Ibovespa encerra o pregão em baixa de 0,48%

De acordo com especialistas em renda variável, a tensão com as eleições sempre existe, mas diz que hoje os ativos estão sofrendo um pouco mais por causa de alguns resultados que vieram negativos

qui, 09/08/2018 - 18:20
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Uma mistura entre a decepção com alguns resultados corporativos divulgados e o sentimento de cautela dos investidores em relação ao que está por vir no primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, hoje às 22 horas, fez com que o Ibovespa operasse majoritariamente em terreno negativo durante o pregão desta quinta-feira, 9. O índice à vista encerrou a sessão de negócios em baixa de 0,48%, aos 78.767,99 pontos com giro financeiro de R$ 10,13 bilhões.

De acordo com especialistas em renda variável, a tensão com as eleições sempre existe, mas diz que hoje os ativos estão sofrendo um pouco mais por causa de alguns resultados que vieram negativos. De fato, contribuíram para a depreciação do índice neste dia, a queda das ações da Suzano, que veio com prejuízo acima do previsto e ainda os papeis de Cosan e da Braskem que também foram influenciados por balanços mais fracos.

Limitou a queda o desempenho das ações de Banco do Brasil ON (2,97%) - por conta de um resultado considerado muito positivo - e a influência praticamente neutra do mercado acionário em Wall Street.

Em relatório, Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Nova Futura lembra que o Ibovespa abriu o dia em alta, mas, abruptamente, reverteu a alta. A maior parte das ações passou a cair, levando o índice à vista a uma queda de mais de 1,0% em poucos minutos. O motivo, aparentemente, estava relacionado ao resultado da pesquisa eleitoral a ser divulgada pela corretora XP amanhã.

As atenções serão voltadas para o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Planalto, que será transmitido nesta noite pela TV Bandeirantes. Estarão presentes Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Pode), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patri). Preso em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu autorização da Justiça para participar.

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