Recife consegue zerar fila para transplante de córnea

Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, há dez anos, a espera por uma córnea durava de três a quatro anos

ter, 10/07/2018 - 15:06

Nesta terça-feira (10) é comemorado o dia da saúde ocular, e este ano o Recife tem ainda mais um motivo para celebrar: a fila de espera por um transplante de córnea está zerada na capital pernambucana. O trabalho é feito pelo Banco de Olhos do Recife (BORE), que funciona dentro do Centro Médico Ermírio de Moraes, em Casa Forte, na Zona Norte da capital. O local opera em parceria com a Central de Transplantes de Pernambuco e possui mais de 4 mil doadores registrados desde a sua fundação.

 “Nossos profissionais fazem a captação no doador, levam os tecidos oculares para o Banco de Olhos para serem preparados e avaliados antes de serem liberados para o transplante no receptor. Para cada pessoa que faz a doação, outras duas recebem”, explica a médica oftalmologista e diretora do BORE, Ana Katarina Delgado. Ainda de acordo com ela, os tecidos oculares captados – preferencialmente de pessoas entre 8 e 70 anos – podem aguardar um receptor por até 14 dias.

Há dez anos, a espera por uma córnea durava de três a quatro anos. Na época, mais de 90% dos transplantes eram de córneas captadas pelo Banco de Olhos do Recife e 100% eram distribuídas através dele. Hoje, o paciente que precisar do tecido aguarda no máximo 30 dias pela cirurgia. O BORE funciona desde 2002, com médicos oftalmologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que trabalham 24 horas por dia, para atender as possíveis demandas. A equipe realiza em média 30 captações mensais – uma por dia.

 

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