Bolsas de NY fecham em leve alta

No campo comercial, o cenário ficou ainda mais nublado entre os EUA e grandes parceiros comerciais, como União Europeia e Canadá

seg, 11/06/2018 - 17:40
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Os mercados acionários americanos encerraram em alta o pregão desta segunda-feira, 11, à espera de diversos eventos importantes durante a semana no campo geopolítico e na política monetária de grandes bancos centrais. Os ganhos, no entanto, foram contidos, à medida que os investidores continuaram com as tensões comerciais envolvendo o governo Donald Trump no radar.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,02%, aos 25.322,31 pontos; o S&P 500 subiu 0,11%, aos 2.782,00 pontos e o Nasdaq avançou 0,19%, aos 7.659,93 pontos.

"Há um cabo de guerra em andamento" entre fortes fundamentos corporativos e tensões geopolíticas em todo o mundo, disse o estrategista sênior de ações da UBS Global Wealth Management, David Lefkowitz. Nesta semana, o noticiário está concentrado nas reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). Para o diretor de negociação de índices do Credit Suisse, Rob Bernstone, "esta semana tem potencial para fogos de artifício".

A agenda tumultuada para os mercados internacionais começa na noite desta segunda-feira, 11, às 22h (de Brasília), com o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Na avaliação dos estrategistas do Goldman Sachs, um acordo firmado entre os dois países para gerar a desnuclearização da Península Coreana "poderia implicar no início de uma normalização nas relações entre as Coreias com implicações significativas para a economia sul-coreana". Eles dizem, ainda, que um acordo de desnuclearização seria amplamente positivo para os ativos sul-coreanos, "dado o possível aumento do crescimento e riscos geopolíticos decrescentes".

De acordo com Seul, os EUA já se mostraram dispostas a abrir uma embaixada em solo norte-coreano. No entanto, para o economista Oliver Jones, da Capital Economics, embora o resultado da cúpula entre os EUA e a Coreia do Norte seja difícil de prever, "nem um avanço nas negociações nem outra briga verbal entre os dois líderes provavelmente faria muita diferença nos mercados acionários no médio prazo". Para ele, mesmo um cenário positivo não deve implicar em um progresso significativo "dado o aparente abismo entre os objetivos de Washington e de Pyongyang".

No campo comercial, o cenário ficou ainda mais nublado entre os EUA e grandes parceiros comerciais, como União Europeia e Canadá. O governo Trump aumentou as críticas ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e ao comércio internacional durante o fim de semana, quando ocorreu a cúpula anual dos líderes do G-7. Os EUA se recusaram a endossar a declaração conjunta do grupo, que pede redução das tarifas comerciais, provocando tensões entre Washington e aliados. Além disso, Trump disse que Trudeau era "fraco" e "desonesto" após o premiê canadense fazer críticas às tarifas americanas sobre as importações de aço e alumínio.

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