Câncer de pulmão: 31 de maio, Dia Mundial Contra o Tabaco

Só em 2018 o Brasil deverá somar 31 mil novos casos do câncer. Até os chamados "fumantes passivos" correm riscos

por Jameson Ramos qui, 31/05/2018 - 09:43
Pixabay Até os chamados fumantes passivos correm riscos Pixabay

Esta quinta-feira (31) é tida como o Dia Mundial da Luta Contra o Tabaco, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo como objetivo alertar os fumantes sobre o perigo que o cigarro traz para a saúde humana. Este vício está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão no mundo, tendo nos 10% restantes 1/3 dos chamados fumantes passivos. Apesar desses dados preocupantes, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas, popularmente conhecida como câncer, entre a população fumante. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá somar 31.270 novos casos de tumores pulmonares em 2018 por conta do consumo do tabaco. 

A nicotina que está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos aumenta as chances de quem consome desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. O oncologista Eduardo Inojosa diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. “Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles, perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença”, diz.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos por vídeo são cada vez mais realizados com um menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Quando você para de fumar o corpo responde positivamente

Segundo informações médicas, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E, após 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30% (trinta por cento).

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Com informações da assessoria

COMENTÁRIOS dos leitores