Suape com lotação de armazenamento devido à paralisação

por Estudantes sex, 25/05/2018 - 13:58

O Complexo Industrial Portuário de Suape divulga em nota que os impactos da paralisação dos caminhoneiros continua a gerar impactos. Até o fim desta manhã dois caminhões que levariam Gás Liquefeito de Petróleo-GLP (gás de cozinha) aos presídios já haviam deixado a área portuária, outro caminhão com óleo diesel foi liberado para abastecimento do transporte público e um caminhão carregado com nitrogêneo para resfriar o sistema de armazenagem de butadieno também foi autorizado a entrar no porto e teve acesso ao terminal da Ultracargo.

Termoelétricas como a Suape Energia e Pernambuco recebem óleo combustível por via rodoviária e poderão ter seu abastecimento comprometido se o desabastecimento persistir. Os navios continuam atracando normalmente, no entanto o Complexo afirma que se não houver evolução nas negociações com os manifestantes, novos navios poderão ser impedidos de atracar pela indisponibilidade de área para armazenagem ou falta de carga para embarque.

O armazém e o pátio da Localfrio, que também opera contêineres, estão com volumes críticos em razão da ocupação. Uma média de 70% de combustíveis estão deixando de ter acesso ao porto. Todas as unidades de envase de GLP  que atendem a região, estão em Suape com 100% de sua capacidade de armazenagem; o  desabastecimento  impacta hospitais, indústrias, restaurantes, hotéis e prédios residenciais. 

A Bunge Moinho, que armazena trigo, está com os silos praticamente cheios e, consequentemente, também não estão realizando a distribuição para padarias e indústrias.  O Terminal de Contêineres (Tecon Suape) desde terça-feira paralisou a movimentação entre terminais e não faz nenhuma movimentação rodoviária desde então. Um volume de aproximadamente 5 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) está parado nas dependências da empresa, por falta de escoamento. 

Na quinta-feira (24), representantes de Suape negociaram com os manifestantes sobre a entrada de dois caminhões-tanque para o abastecimento de GLP para o Complexo Prisional do Curado e outros dez com querosene de aviação para abastecer o Aeroporto Internacional dos Guararapes e mais quatro com combustível par abastecer as viaturas das forças de segurança do Estado. 

Ontem a juíza da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipojuca, Nahiane Ramalho de Matos, expediu uma decisão determinando que os manifestantes parassem de impedir a passagem do tráfego de veículos com cargas necessárias à segurança das operações dentro do porto e ao abastecimento da população. Um oficial de Justiça notificou os manifestantes que estavam no local, mas ainda assim persistem as dificuldades de escoamento, por causa dos bloqueios existentes nas rodovias e de indisponibilidade de transportadoras e caminhoneiros.

por Cecília Araújo

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