Pastor que estuprou sete crianças era um 'abusador serial'

A Polícia Civil informou que, além dos sete casos investigados, recebeu uma denúncia sobre uma mulher que foi abusada pelo pastor há anos, quando ainda era adolescente

seg, 16/04/2018 - 11:37
Divulgação/Polícia Civil Valdenio Gomes da Silva, 52 anos Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil detalhou, na manhã desta segunda-feira (16), a prisão de um pastor de 52 anos, da Igreja Pentecostal Shalon, acusado de estuprar sete crianças no bairro do Ibura, Zona Sul do Recife. Mesmo com os depoimentos das crianças convergindo, o pastor nega as acusações. A prisão ocorreu na última sexta-feira (13) na Cohab, Zona Sul. 

Quatro das vítimas de Valdenio Gomes da Silva eram netas de sua esposa. As crianças tinham idade entre 7 e 11 anos. 

Segundo o delegado Darlson Macedo, titular da Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), os abusos ocorriam em encontros dominicais. "Ele aproveitava-se desses encontros dominicais sob o pretexto de evangelizar essas crianças e durante a atividade de recreação levava as meninas para uma piscina de plástico que alugava e praticava o abuso", resume o delegado.

Também há relatos de estupro na praia. De acordo com Macedo, Valdenio levava as crianças para o mar em uma área em que elas não alcançavam o solo e precisariam abraçá-lo. O pastor abusava as menores alisando as partes íntimas, mas há um registro de prática de sexo oral.

As crianças deram depoimentos para uma equipe especializada. O primeiro inquérito envolve quatro vítimas, mas outras três já foram ouvidas. As últimas três crianças não se conheciam e ainda assim deram versões convergentes. Na última quinta-feira (12), a polícia recebeu informações de uma mulher que teria sido abusada pelo homem na adolescência, indicando uma prática de longa data, mas as investigações ainda estão no início. "Ele cometia abusos de uma maneira covarde. Trata-se de um abusador serial, um abusador contumaz", completa o delegado.

Valdenio foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Ele vai responder por ato libidinoso com menor, com pena que vai de oito a 15 anos por vítima.

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