Setor de serviços cresce 0,1% em fevereiro, diz IBGE

Em apenas cinco dos locais pesquisados houve expansão da atividade no período: Paraná (2%), Rio de Janeiro (0,5%), Santa Catarina (0,5%), Pará (1,4%) e Mato Grosso do Sul (1,5%)

por Caroline Nunes sex, 13/04/2018 - 16:34

O setor de serviços encerrou fevereiro com ligeiro crescimento de 0,1% em relação a janeiro no índice livre de ajustes sazonais. A alta surgiu após queda de 1,9% em janeiro, se comparado a dezembro. Com o resultado, o indicador registra recuo de 1,8% nos dois primeiros meses. Já a receita nominal do setor apresentou queda 0,2% em fevereiro, se comparado a janeiro.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que, na série sem ajuste sazonal, o setor de serviços teve queda de 2,2% quando a comparação se dá com fevereiro de 2017. Além disso, o acumulado dos últimos doze meses fechou fevereiro negativo em 2,4%.

Apesar da ligeira alta de janeiro para fevereiro, houve expansão apenas no item serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%).

Já as quatro outras atividades pesquisadas mostraram recuo em relação a janeiro. Os serviços prestados às famílias teve a maior retração (-0,8%), seguido de serviços de informação e comunicação (-0,6%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%)

O índice de atividades turísticas caiu 3,4% em relação a janeiro e 5,2% na comparação com fevereiro de 2017.

Números por estados

Quando a análise do comportamento do setor de serviços é feita por região, o indicador mostra avanços em 15 dos 27 estados na série com ajuste sazonal do período.

Responsável por 43% de todo o volume de serviços gerado no Brasil, São Paulo fechou o mês com variação nula (0,0%) em fevereiro, contribuindo para que o índice nacional também ficasse perto da estabilidade.

Em apenas cinco dos locais pesquisados houve expansão da atividade em fevereiro frente a janeiro: Paraná (2%), Rio de Janeiro (0,5%), Santa Catarina (0,5%), Pará (1,4%) e Mato Grosso do Sul (1,5%). Já as principais influências negativas surgiram na Bahia (-9%), Ceará (-16,8%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e Minas Gerais (-0,8%).

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