Dólar volta a subir com incerteza eleitoral

A moeda encerrou o dia cotado a R$ 3,4263, com valorização de 0,49%, na maior cotação desde 2 de dezembro de 2016

sex, 13/04/2018 - 18:22

O dólar à vista voltou a fechar em alta nesta sexta-feira, 13, mantendo-se na casa dos R$ 3,40. Encerrou o dia cotado a R$ 3,4263, com valorização de 0,49%, na maior cotação desde 2 de dezembro de 2016. Na primeira semana após a prisão do ex-presidente Lula, acumulou alta de 1,88%. Pela manhã e na reta final do pregão, a moeda americana alcançou o patamar de R$ 3,43, mas logo recuou. Na máxima do dia, a alta bateu em 0,63%, com a moeda a R$ 3,4311. A manhã foi de volatilidade, a tarde sem tendência definida, e a alta se firmou no fechamento diante da expectativa do fim de semana recheado de notícias nos cenários interno e externo capazes de fazer preço nas cotações. Às 17h20, o dólar futuro para maio era negociado a R$ 3,4280, com alta de 0,32%. Hoje foi dia de alta nas cotações do petróleo.

Amanhã a Datafolha deverá divulgar pesquisa sobre os presidenciáveis brasileiros. O mercado quer saber qual o impacto da prisão de Lula no cenário e quais os efeitos que isso levará para outras candidaturas, em especial a do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa - esse é o candidato cujo perfil traz mais dúvidas ao mercado. Outro temor no mercado é a possibilidade de os Estados Unidos fazerem um ataque na Síria.

Presente em dois eventos em São Paulo hoje, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ressaltou a necessidade de o Brasil continuar avançando com as reformas e o ajuste fiscal, pois, se as contas públicas não estiverem em ordem, o País não vai conseguir manter os juros e a inflação em patamares historicamente baixos. Ilan comentou também que há espaço para novas reduções dos juros. "Estamos de um lado com inflação baixa e com espaço para tentar estimular a economia novamente reduzindo os juros e outras medidas. Ao mesmo tempo temos que saber que para frente há incertezas", afirmou. Entre essas incertezas, ele citou o cenário externo, que não continuará benigno para sempre e os riscos no ambiente doméstico, principalmente a paralisação da agenda de reformas estruturais. Não citou especificamente as eleições.

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