A Páscoa se aproxima e o comércio aguarda consumidores

Alguns clientes preferem não se anteceder nas compras dessa época sazonal

por Jameson Ramos qua, 14/03/2018 - 09:58

A época da Páscoa, para alguns, é uma representação religiosa, já que historicamente marca a Semana Santa, composta pela Sexta-Feira da Paixão, Sábado de Aleluia e o Domingo de Ramos. Para outras pessoas não tão religiosas, esse período acaba não indo além de "uma data do comércio" e simbólica, onde conta-se como um dia de movimentação comercial - e estimulada por ele. O que acaba sendo quase que um consenso para a maioria, é que nessa semana não pode faltar chocolate e peixe.

Acompanhando a preparação do comércio, é possível notar as chamadas "campanhas" para essa época sazonal nas redes de Super e Hipermercados; algumas delas já estimando um aumento nas vendas. Marcos Chaves, gerente de loja do Assaí Atacadista, acredita que a situação econômica do país vem melhorando e muitos dos consumidores estão optando até por preparar os seus próprios ovos da Páscoa.

"Tem muita gente comprando a barra de chocolate para preparar o ovo em casa, tudo isso para não deixar morrer essa cultura, independente da situação econômica que venha passando". Segundo Marcos, a rede em que trabalha comprou um volume muito grande de produtos voltados para essa época, justamente por conta da expectativa que só vem crescendo. "Hoje eu não sei te informar o número exato de caixa, mas a gente faz o estoque de acordo com o crescimento; esperamos algo em torno acima dos dois dígitos (lucros)", pondera.

Desta quarta-feira (14) até a Semana Santa, que inicia no dia 30 de março, faltam exatos 16 dias. Pode ser por isso que o LeiaJá acabou não observando muitas pessoas comprando os famosos ovos, pelo menos não no Assaí. Amanda Leite, por exemplo, diz que mantém a tradição de comprar esses produtos para os filhos, três no total, mas vai esperar um pouco. "Tenho dois adolescentes e uma criança de dois anos, sempre compro pra eles, mas vou esperar um pouco. Os preços estão muito altos, e não é só aqui (Assaí), é em todo lugar", revela Amanda. "Eu acho que é preço tabelado, né?!", indagou. 



Muitas pessoas passam, olham, mas acabam não colocando os ovos no carrinho. Simone Figueiredo, professora, também é do grupo que vai aguardar um pouco. "Eu vou esperar porque às vezes o preço melhora", informa. A professora acredita que a Páscoa é uma época muito simbólica, diz que sempre fez questão de comprar chocolates para sua filha - agora com 15 anos, e para o seu sobrinho. "Eu comprava muito para a Amanda, minha filha, mas ela mesmo que falou 'não, mãe, está muito caro'. Agora eu só compro o chocolate em barra pra ela; mas para o meu sobrinho, de 6 anos, eu continuo a tradição de dar o ovo da Páscoa", exclama Simone. Na rede visitada pela equipe do LeiaJá, os preços dos ovos das marcas mais famosas dessa época variam entre R$ 41,70, por 202 gramas, e R$ 68,90, por 530 gramas.

A procura por peixes também é afetada positivamente. Como de costume, milhares de brasileiros optam por esse tipo de proteína para colocar na mesa, no lugar do frango e da carne vermelha que os acompanham maior parte do ano. Algumas lojas já dizem estar preparadas para o possível aumento de vendas neste período, "pois a procura e consumo de pescados cresce consideravelmente. Nossa expectativa é aumentar as vendas de peixes e, principalmente, o bacalhau em 13%, com relação a 2017", é o que afirma Daniel Pereira Alexandre, diretor comercial de perecíveis da Makro. Nas lojas da rede, segundo informado, os preços do bacalhau, por exemplo, chegam a variar de R$ 25 a R$ 59,90 o quilo.

Já a Walmart informa que "as vendas no período de Páscoa vão além da movimentação de ovos de chocolates e pescados. Vendas de produtos sazonais ligados ao almoço de Páscoa ou à reunião familiar na Sexta-feira Santa (também são muito fortes nessa época)", relata a assessoria. A expectativa de melhora nas vendas desses produtos nas lojas aumenta junto com a chegada real da Semana Santa, "é nela em que as vendas crescem consideravelmente", explica o gerente Marcos Chaves.

Seja do pequeno, do médio ou do grande; peixe bacalhau ou sardinha, o que se percebe é a tradição da simbologia para essa época do ano e uma forte preparação da indústria na tentativa de alavancar os seus produtos e zerarem os seus estoques. 

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