Encontro discute o papel da mulher na sociedade

Mesa-redonda contou com a participação de ativistas que defenderam igualdade de direitos e respeito

sex, 09/03/2018 - 09:31

A mesa-redonda "Mulheres Sociedade e Política", realizada na loja Na Figueredo, em Belém, marcou a passagem do Dia Internacional da Mulher, data que celebra conquistas sociais e políticas e lutas dos movimentos feministas por igualdade de direitos e respeito. Participaram do encontro quatro mulheres - Lourdes Barreto, fundadora do Gempac (Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará), a cantora paraense Dona Onete, a jornalista Úrsula Vidal e Adelaide Oliveira, presidente da Funtelpa (Fundação Paraense de Radiodifusão) -, além de Mametu Nangetu, do Instituto Nangetu de Tradições Afrorreligiosas e Desenvolvimento Social.

Adelaide Oliveira, presidente da Funtelpa (Fundação Paraense de Radiodifusão), destacou que é preciso haver mais sororidade (reconhecimento das mulheres como irmãs, dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo) e menos julgamento entre as mulheres. "Estamos aqui para dizer que as mulheres não estão sozinhas. E que nós mulheres podemos julgar menos  as outras mulheres pelas roupas que elas usam, por quantas relações sexuais ela quer ter em uma noite ou no dia, se ela quer ter filhos ou não, por exemplo”, contou.

A jornalista Úrsula Vidal entende que, para uma sociedade ser justa, deve-se respeitar as diferenças de cada um. "Nós precisamos lembrar que para termos uma sociedade igualitária e solidária precisamos enxergar o outro na beleza da sua diferença”, disse. Úrsula defende a necessidade de as mulheres se envolverem mais na política. "Nós não precisamos só de representação, precisamos de representatividade. Porque infelizmente nós temos um histórico nesse Estado de oligarquias políticas partidárias patriarcais, com uma representação feminina mínima, porque no Brasil  só temos 10% das mulheres em cargos políticos”, finalizou.

Lourdes Barreto, fundadora do Gempac (Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará), disse que sua luta é por justiça social e maior respeito pelas prostitutas. "A violência contra as prostitutas é grande, e eu luto contra essa violência. Eu não faço apologia à prostituição, mas eu defendo o trabalho sexual como eu defendo qualquer outro trabalho”, disse.

Por Leticia Aleixo.

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